UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
A Atenção Primária, porta de entrada para o SUS, é responsável por diagnosticar e gerenciar doenças crônicas. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), mais conhecida como “pressão alta”, é considerada o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares. Quando não está controlada, leva a complicações como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e acidente vascular cerebral, contribuindo para a perda de anos de vida saudável na população. O Ministério da Saúde do Brasil propõe, até 2030, reduzir, em um terço, a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis por meio de prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar. Sobre o acompanhamento de hipertensão arterial sistêmica na Atenção Básica, é correto afirmar:
Manejo HAS na Atenção Básica = Estilo de vida + Medicação + Abordagem multiprofissional.
O manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na Atenção Básica é abrangente, incluindo modificações no estilo de vida (exercício, dieta) e tratamento medicamentoso. A abordagem multiprofissional é essencial, e a investigação de causas secundárias, bem como exames de rotina, fazem parte do cuidado integral.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônica de alta prevalência e o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, sendo um dos maiores desafios da saúde pública global. A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada e o pilar fundamental para o diagnóstico precoce, manejo e acompanhamento contínuo da HAS, visando prevenir suas graves complicações como insuficiência cardíaca, renal e acidente vascular cerebral. O plano terapêutico para a HAS na APS é multifacetado e deve sempre incluir modificações do estilo de vida. Isso engloba o incentivo à prática regular de atividades físicas, a adoção de uma alimentação saudável (como a dieta DASH), a redução do consumo de sódio e álcool, e o controle do peso. Essas medidas não farmacológicas são a base do tratamento e podem, em muitos casos, retardar ou reduzir a necessidade de medicação, além de potencializar seus efeitos. Além das modificações de estilo de vida e do tratamento medicamentoso, o acompanhamento da HAS na Atenção Básica é integral e multiprofissional. Exames séricos de glicemia em jejum e lipidograma são rotineiros para avaliar comorbidades e risco cardiovascular global. A investigação de causas secundárias de hipertensão, embora menos comum, é parte do escopo da APS em casos específicos, e a equipe de saúde da família atua em conjunto para garantir a adesão e o controle da doença, contribuindo para as metas de redução da mortalidade por doenças não transmissíveis.
As principais modificações incluem a prática regular de atividades físicas, adoção de uma alimentação saudável (rica em frutas, vegetais e pobre em sódio e gorduras saturadas), cessação do tabagismo, redução do consumo de álcool e controle do peso.
A equipe multiprofissional (médico, enfermeiro, nutricionista, educador físico) é fundamental para oferecer um cuidado integral, auxiliando na adesão ao tratamento medicamentoso, na implementação das mudanças de estilo de vida e no monitoramento de complicações.
A investigação de causas secundárias de HAS deve ser considerada em pacientes com hipertensão de difícil controle, início precoce (<30 anos), ausência de fatores de risco tradicionais, ou presença de sinais e sintomas sugestivos de condições como doença renal, estenose de artéria renal ou distúrbios endócrinos.
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