IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024
Homem de 42 anos de idade, em acompanhamento na Unidade Básica de Saúde, apresenta duas medidas de PA 150x95mmHg em consultas diferentes, em ambos os braços, seguindo a técnica correta. Não tem história familiar de doença cardiovascular, tem índice de massa corporal (IMC) = 24,7kg/m². Fuma cerca de 1 maço de cigarros por dia desde os 17 anos.Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão, quais são os exames necessários para a avaliação mínima desse paciente?
HAS: Avaliação mínima inclui ECG, K+, ácido úrico, creatinina, glicemia, perfil lipídico e urina.
A avaliação mínima do paciente hipertenso visa identificar lesões em órgãos-alvo, fatores de risco adicionais e causas secundárias de hipertensão. Exames como ECG, função renal, glicemia e perfil lipídico são essenciais para estratificar o risco cardiovascular e guiar o tratamento.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O diagnóstico é estabelecido por medidas elevadas da pressão arterial em diferentes ocasiões, seguindo a técnica correta. A avaliação inicial de um paciente com HAS vai além da simples confirmação diagnóstica, buscando identificar a presença de outros fatores de risco, lesões em órgãos-alvo e possíveis causas secundárias da hipertensão. A Diretriz Brasileira de Hipertensão estabelece um conjunto de exames complementares mínimos que são essenciais para essa avaliação. Estes incluem: eletrocardiograma (ECG) para rastrear hipertrofia ventricular esquerda; dosagem de potássio sérico para investigar causas secundárias como hiperaldosteronismo; ácido úrico, que pode estar elevado na HAS e é um fator de risco cardiovascular; creatinina sérica e taxa de filtração glomerular estimada para avaliar a função renal; glicemia de jejum para rastreio de diabetes mellitus; perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos) para identificar dislipidemias; e exame de urina (sumário de urina e pesquisa de proteinúria) para detectar nefropatia. A realização desses exames permite uma estratificação de risco cardiovascular mais precisa, orientando a intensidade do tratamento e a necessidade de intervenções em outros fatores de risco. Para o residente, dominar essa lista de exames e entender a justificativa para cada um é crucial para uma abordagem completa e eficaz do paciente hipertenso, visando a prevenção de complicações e a melhoria da qualidade de vida.
Os objetivos incluem confirmar o diagnóstico de hipertensão, identificar fatores de risco cardiovasculares associados, detectar lesões em órgãos-alvo e rastrear possíveis causas secundárias de hipertensão.
O ECG é fundamental para detectar sinais de hipertrofia ventricular esquerda, uma das primeiras e mais importantes lesões de órgão-alvo da hipertensão, que impacta diretamente o prognóstico cardiovascular.
O perfil lipídico e a glicemia de jejum são cruciais para identificar dislipidemias e diabetes mellitus, respectivamente, que são importantes fatores de risco cardiovasculares frequentemente associados à hipertensão e que necessitam de manejo conjunto.
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