IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Jonas, de 62 anos, refere crises hipertensivas no último mês, tendo sido atendido no pronto-socorro 4 vezes e sua pressão oscilou entre 140 a 156x80mmHg. Sua mãe é hipertensa. Hoje sua pressão arterial é de 150x90mmHg. Você, enquanto seu médico, pode lhe dizer:
Diagnóstico de HAS → Avaliar risco cardiovascular global para decidir início e intensidade do tratamento.
A pressão arterial de 150x90 mmHg classifica Jonas como hipertenso estágio 1 ou 2, dependendo da diretriz. No entanto, a decisão de iniciar tratamento medicamentoso não se baseia apenas nos valores da PA, mas principalmente na avaliação do risco cardiovascular global do paciente, considerando idade, comorbidades e histórico familiar.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial que representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O diagnóstico da HAS é estabelecido por medidas repetidas da pressão arterial em diferentes ocasiões, confirmando valores persistentemente elevados. A conduta terapêutica na HAS não se restringe apenas aos valores da pressão arterial. É imperativo realizar uma avaliação completa do risco cardiovascular global do paciente, considerando fatores como idade, sexo, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus, histórico familiar e presença de lesão de órgão-alvo. Essa avaliação é crucial para estratificar o risco e guiar a intensidade do tratamento. Para pacientes com HAS, as medidas não medicamentosas (mudanças no estilo de vida, como dieta DASH, redução de sódio, atividade física e cessação do tabagismo) são sempre recomendadas. A decisão de iniciar o tratamento medicamentoso, e qual classe de anti-hipertensivo utilizar, é individualizada e baseada na estratificação do risco cardiovascular, visando reduzir a morbimortalidade associada à doença.
A avaliação do risco cardiovascular é fundamental para determinar a agressividade do tratamento da hipertensão, pois pacientes com alto risco se beneficiam mais precocemente da terapia medicamentosa, mesmo com níveis pressóricos mais baixos.
Fatores como idade, sexo, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus, histórico familiar de doença cardiovascular precoce, doença renal crônica e lesão de órgão-alvo são considerados na avaliação do risco cardiovascular.
O tratamento medicamentoso é indicado para a maioria dos pacientes com HAS estágio 2. Para HAS estágio 1, a decisão depende do risco cardiovascular global; pacientes de alto risco geralmente iniciam medicação, enquanto os de baixo risco podem tentar medidas não medicamentosas inicialmente.
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