HCanMT - Hospital de Câncer de Mato Grosso — Prova 2015
Paciente 45 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial leve, sem outras alterações no exame clínico. Marque a opção que descreve a melhor conduta propedêutica:
HAS inicial → ECG + EAS + K+ + Glicemia + Creatinina + Ácido Úrico + Perfil Lipídico.
A propedêutica mínima na HAS visa identificar lesões de órgãos-alvo subclínicas, descartar causas secundárias e estratificar o risco cardiovascular global.
A avaliação inicial do paciente hipertenso deve ser custo-efetiva e focada na detecção de fatores de risco adicionais e lesões em órgãos-alvo (coração, rins, cérebro, vasos). Segundo as diretrizes brasileiras e internacionais, os exames básicos incluem análise de urina, potássio, creatinina (com cálculo da taxa de filtração glomerular), glicemia de jejum, perfil lipídico e ECG. O ecocardiograma é reservado para casos com suspeita clínica de insuficiência cardíaca ou quando o ECG sugere alterações estruturais significativas. A identificação precoce de lesões subclínicas altera a meta pressórica e a escolha da terapia medicamentosa inicial.
O sumário de urina (EAS) é fundamental para avaliar a presença de proteinúria ou hematúria, que podem sugerir lesão renal parenquimatosa ou doença renal crônica, funcionando tanto como marcador de lesão de órgão-alvo quanto como rastreio para causas secundárias de hipertensão.
A dosagem de potássio é essencial para o rastreio de hiperaldosteronismo primário (causa comum de HAS secundária) e serve como parâmetro basal antes de iniciar terapias com diuréticos ou inibidores do sistema renina-angiotensina, que alteram a calemia.
Sim, o eletrocardiograma de repouso é um exame de baixo custo e alta disponibilidade que permite detectar hipertrofia ventricular esquerda (sobrecarga), arritmias como fibrilação atrial e sinais de isquemia miocárdica prévia, sendo crucial na estratificação de risco.
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