FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um homem de 65 anos de idade, diabético, com DRC estágio 4 (TFG estimada 28 ml/min/1,73 m²) e hipertenso relatou possuir arritmia há anos, bem como insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada. O paciente estava em uso de losartana e apresentava PA de 150x90 mmHg e FC de 115 na consulta. Foram confirmadas aferições em valores semelhantes em controle, o que fora trazido pelo próprio paciente. Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta o próximo agente farmacológico preferencial para o tratamento anti-hipertensivo ao caso em específico.
HAS + Taquiarritmia + HFpEF → Betabloqueador (ex: Bisoprolol) para controle de PA e FC.
Em pacientes com hipertensão associada a taquiarritmias e insuficiência cardíaca, os betabloqueadores são preferenciais para o controle simultâneo da frequência cardíaca e da pressão arterial.
O manejo da hipertensão arterial em pacientes com múltiplas comorbidades exige a individualização da terapia baseada em condições associadas (compelling indications). Neste caso, a presença de taquiarritmia e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (HFpEF) direciona a escolha para fármacos que controlem a frequência cardíaca. A redução da FC é vital na HFpEF para prolongar o tempo de enchimento diastólico, melhorando o débito cardíaco e reduzindo sintomas congestivos. Além disso, o paciente possui Doença Renal Crônica (DRC) estágio 4. Embora os IECA ou BRA (como a losartana já em uso) sejam de primeira linha para nefroproteção, o controle pressórico adicional deve considerar o perfil hemodinâmico. Betabloqueadores como o bisoprolol são opções sólidas quando há indicação cardíaca específica, como arritmias, sem necessidade de ajuste drástico pela função renal, ao contrário de alguns diuréticos.
O paciente apresenta hipertensão associada a uma frequência cardíaca elevada (115 bpm) e histórico de arritmia e HFpEF. O bisoprolol, um betabloqueador cardiosseletivo, atua tanto na redução da pressão arterial quanto no controle da frequência cardíaca, sendo fundamental para melhorar o enchimento diastólico na HFpEF e reduzir a demanda miocárdica de oxigênio.
Embora o diltiazem controle a frequência, os betabloqueadores têm maior evidência de benefício em pacientes com insuficiência cardíaca. O anlodipino (BCC di-idropiridínico) ajudaria na PA, mas poderia causar taquicardia reflexa, o que seria prejudicial para este paciente já taquicárdico.
Na DRC estágio 4 (TFG < 30), o uso de certos diuréticos (como tiazídicos) perde eficácia, e o uso de poupadores de potássio como a espironolactona exige monitoramento rigoroso devido ao risco de hipercalemia. O bisoprolol é seguro e eficaz para controle pressórico e de ritmo nesse cenário.
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