TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, qual é a meta de controle da pressão arterial em pacientes com hipertensão arterial sistêmica sem comorbidades?
Meta PA (baixo/médio risco) < 140/90 mmHg; Alto risco < 130/80 mmHg.
As metas pressóricas são individualizadas conforme o risco cardiovascular; para pacientes sem comorbidades e risco baixo/moderado, o alvo é manter a PA abaixo de 140/90 mmHg.
O controle da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma das intervenções de maior custo-benefício na medicina preventiva. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020) e as normas do Ministério da Saúde enfatizam que a meta terapêutica deve ser alcançada através de mudanças no estilo de vida e, frequentemente, terapia farmacológica combinada. A definição da meta de < 140/90 mmHg para pacientes sem comorbidades e de baixo ou moderado risco baseia-se em evidências robustas que mostram redução significativa de eventos como AVC e infarto agudo do miocárdio. Para pacientes de alto risco, estudos como o SPRINT corroboram metas mais baixas (< 130/80 mmHg), porém estas exigem monitoramento rigoroso de possíveis efeitos adversos, como distúrbios eletrolíticos e disfunção renal aguda.
Para pacientes classificados como de alto risco cardiovascular (presença de doença cardiovascular estabelecida, diabetes mellitus ou múltiplos fatores de risco), as diretrizes recomendam uma meta mais rigorosa, visando valores de pressão arterial menores que 130/80 mmHg, desde que tolerado pelo paciente, para maximizar a proteção de órgãos-alvo e reduzir a incidência de eventos maiores.
A classificação de risco baseia-se na presença de fatores de risco (idade, tabagismo, dislipidemia, obesidade), lesões de órgãos-alvo (hipertrofia ventricular esquerda, doença renal crônica) e doenças cardiovasculares ou renais prévias. O escore de risco global ajuda a definir se a meta será a padrão (< 140/90 mmHg) ou a intensiva (< 130/80 mmHg).
Em idosos frágeis, as metas devem ser mais flexíveis para evitar complicações como hipotensão ortostática, quedas e síncope. Geralmente, inicia-se o tratamento farmacológico se a PA sistólica estiver ≥ 160 mmHg, com meta de redução para valores entre 140-150 mmHg, sempre priorizando a segurança clínica e a tolerabilidade individual do paciente.
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