SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Cláudia, 43 anos, vem à consulta relatando quadro de cefaleia e cansaço. É diabética, hipertensa e dislipidêmica em acompanhamento regular de suas comorbidades. Está em uso de Metformina, Sinvastatina, Captopril e Hidroclorotiazida, todas em dose otimizada. Durante a consulta a pressão arterial é aferida em 170x100. Quando perguntada como está a vida pessoal, Cláudia diz que não tem problemas no seu trabalho, mas que às vezes se preocupa com o filho que irá prestar vestibular esse ano. Com base no caso apresentado, qual das seguintes estratégias é mais apropriada para o manejo da hipertensão arterial sistêmica?
HAS + DM + IECA/Tiazídico não controlado → Adicionar Bloqueador de Canal de Cálcio (Anlodipino).
Em pacientes diabéticos com HAS não controlada por IECA e tiazídico, a adição de um BCC diidropiridínico é a conduta preferencial para atingir as metas terapêuticas.
O controle pressórico no paciente diabético é fundamental para prevenir complicações micro e macrovasculares. A meta alvo geralmente é < 130/80 mmHg. O uso de IECA ou BRA é mandatório devido ao efeito nefroprotetor (redução da albuminúria). Quando a monoterapia ou a terapia dupla falham, a progressão para a terapia tripla com BCC é a estratégia com maior evidência de benefício. Deve-se sempre reforçar a adesão e medidas não farmacológicas, mas sem retardar o ajuste medicamentoso em níveis de hipertensão estágio 2 ou 3.
A paciente já utiliza doses otimizadas de um IECA (Captopril) e um tiazídico (Hidroclorotiazida), mas mantém níveis pressóricos elevados (170/100 mmHg). Segundo as diretrizes brasileiras e internacionais, o próximo passo lógico na terapia tripla para hipertensão é a adição de um Bloqueador de Canal de Cálcio (BCC) diidropiridínico, como o Anlodipino. Esta combinação (IECA + Tiazídico + BCC) é altamente eficaz e recomendada para pacientes de alto risco cardiovascular, como diabéticos.
Não. A associação de Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) com Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina (BRA) é contraindicada. Estudos como o ONTARGET demonstraram que essa combinação não reduz eventos cardiovasculares e aumenta significativamente o risco de complicações renais e hipercalemia. Portanto, se o paciente não atinge a meta com IECA, deve-se adicionar outras classes (BCC ou tiazídicos) em vez de somar um BRA.
A Hipertensão Resistente é definida quando a pressão arterial permanece acima das metas ideais apesar do uso de três classes de anti-hipertensivos em doses otimizadas, preferencialmente incluindo um diurético, um IECA ou BRA e um BCC. No caso descrito, a paciente ainda não está em uso de três classes (está em uso de duas: IECA e tiazídico), portanto, ainda não preenche critérios para hipertensão resistente ou necessidade de encaminhamento imediato ao especialista antes de tentar a tripla terapia.
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