HAS e DRC: Metas Pressóricas e Tratamento Ideal

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Paciente, masculino, 57 anos, portador de doença renal crônica classe funcional 3 A é admitido para controle adequado dos seus níveis pressóricos. Refere ser portador de hipertensão arterial sistêmica há 30 anos em uso de hidroclorotiazida 25mg dia e losartana 100mg/dia. Ao exame apresentava-se em Bom Estado Geral; eupneico; acianótico, anictérico, hidratado e corado. Sinais vitais: FC: 64 bpm; PA: 140X90mmHg. Demais exames sem alterações. A melhor conduta para esse paciente seria:

Alternativas

  1. A) Aumentar a dose da hidroclorotiazida para 50 mg/dia para manter nível de pressão sistólica abaixo de 140X90mmHg.
  2. B) Associar anlodipino 5mg/dia para manter níveis pressóricos menores que 140X90 mmHg.
  3. C) Associar anlodipino para 5mg/dia para manter níveis pressóricos menores que 130X80 mmHg.
  4. D) Associar espironolactona para manter níveis pressóricos menores que 140 X 90 mmHg.

Pérola Clínica

HAS + DRC 3A e PA 140x90mmHg → meta <130/80 mmHg, associar bloqueador de canal de cálcio (anlodipino).

Resumo-Chave

Em pacientes com hipertensão e doença renal crônica (DRC), a meta de pressão arterial é mais rigorosa, geralmente <130/80 mmHg. A associação de um bloqueador de canal de cálcio, como o anlodipino, é uma excelente opção para otimizar o controle pressórico e proteger a função renal.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma comorbidade comum e um fator de progressão crucial na doença renal crônica (DRC). O controle pressórico adequado é fundamental para retardar a progressão da DRC e reduzir o risco cardiovascular. A meta de pressão arterial para pacientes com DRC, especialmente aqueles com albuminúria, é geralmente mais rigorosa, visando valores abaixo de 130/80 mmHg, conforme diretrizes atuais. O diagnóstico de HAS em pacientes com DRC requer monitoramento cuidadoso, e a fisiopatologia envolve ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, retenção de sódio e água, e disfunção endotelial. A suspeita de HAS descontrolada deve levar à revisão da terapia e à busca por causas secundárias. O tratamento da HAS na DRC frequentemente envolve terapia combinada. Inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são de primeira linha devido aos seus efeitos reno protetores. Diuréticos tiazídicos podem ser menos eficazes em estágios avançados de DRC, sendo os diuréticos de alça mais indicados. Bloqueadores de canal de cálcio, como o anlodipino, são excelentes opções para adicionar à terapia, especialmente quando há necessidade de controle pressórico adicional, pois não afetam a função renal e são eficazes.

Perguntas Frequentes

Qual a meta de pressão arterial para pacientes com doença renal crônica?

Para pacientes com doença renal crônica (DRC), a meta de pressão arterial é geralmente mais rigorosa, visando valores abaixo de 130/80 mmHg, especialmente se houver albuminúria, para retardar a progressão da doença renal e reduzir riscos cardiovasculares.

Quais classes de anti-hipertensivos são indicadas na DRC?

Inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são de primeira linha devido à nefroproteção. Bloqueadores de canal de cálcio (como anlodipino) são eficazes e seguros. Diuréticos de alça são preferíveis aos tiazídicos em estágios avançados de DRC.

Por que o anlodipino é uma boa opção para hipertensos com DRC?

O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio, é uma boa opção porque é eficaz no controle pressórico, não afeta a função renal e pode ser usado em combinação com IECA/BRA, sendo bem tolerado em pacientes com DRC.

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