UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Paciente feminina, 69 anos, obesa e sedentária, vai à consulta na Unidade Básica de Saúde. Durante a anamnese, a mulher se queixa de edema de membros inferiores, poliúria e crises de dor em hálux e tornozelos, com diagnóstico de artrite gotosa. Nega outras doenças ou uso de medicação contínua. Ao exame físico, apresenta-se corada, hidratada, com PA:200/110, FC:89, FR:16, SO2:98% em ar ambiente, com ausculta pulmonar sem alterações, hiperfonese de B2 em foco aórtico e edema de membros inferiores ++/4+. Referente a esse caso, qual é a conduta mais adequada?
HAS grave (200/110) + fatores de risco + gota → IECA + mudança estilo de vida.
A paciente apresenta hipertensão arterial estágio 3 (PA 200/110 mmHg), o que exige início imediato de medicação anti-hipertensiva. IECA é uma boa escolha inicial, especialmente considerando a idade e a presença de comorbidades como obesidade e gota, que podem se beneficiar do perfil de proteção renal e cardiovascular dos IECAs.
A paciente apresenta um quadro de hipertensão arterial sistêmica (HAS) estágio 3, com pressão arterial de 200/110 mmHg, além de fatores de risco como obesidade e sedentarismo, e uma comorbidade importante: artrite gotosa. A hiperfonese de B2 em foco aórtico sugere sobrecarga pressórica crônica. O diagnóstico de HAS é confirmado por esses valores elevados, e a conduta deve ser imediata e abrangente. O tratamento da HAS envolve tanto a modificação do estilo de vida quanto a terapia farmacológica. A orientação sobre dieta, exercícios e perda de peso é fundamental. Em relação à medicação, a escolha deve considerar as comorbidades. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs) são uma excelente primeira linha para a maioria dos pacientes, especialmente aqueles com risco cardiovascular elevado ou comorbidades como doença renal crônica ou diabetes, e são seguros em pacientes com gota, pois não alteram o metabolismo do ácido úrico. É crucial evitar medicamentos que possam piorar a gota, como os diuréticos tiazídicos, que podem aumentar a uricemia. Outras classes como bloqueadores dos canais de cálcio ou betabloqueadores também podem ser consideradas, mas o IECA oferece um perfil de benefícios favorável neste caso. A monitorização da pressão arterial e dos efeitos adversos é essencial para o ajuste da terapia e o controle a longo prazo da hipertensão.
Com uma pressão arterial de 200/110 mmHg, a paciente se enquadra no estágio 3 de hipertensão arterial sistêmica, que é a forma mais grave e requer intervenção farmacológica imediata.
O inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) é uma excelente escolha devido ao seu perfil de proteção cardiovascular e renal, além de não interferir negativamente no metabolismo do ácido úrico, o que é crucial em pacientes com gota.
Diuréticos tiazídicos (como hidroclorotiazida) e diuréticos de alça podem aumentar os níveis séricos de ácido úrico, precipitando ou exacerbando crises de gota, e devem ser usados com cautela ou evitados se outras opções forem viáveis.
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