SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Alguns internos ao revisar assuntos que observaram nas consultas da Atenção Primária à Saúde se questionam sobre quais os exames de acompanhamento devem solicitar ao paciente hipertenso. Dentre os exames abaixo qual faz parte do acompanhamento de rotina do portador de Hipertensão Arterial Sistêmica?
Acompanhamento de HAS inclui eletrólitos (K+, Na+), função renal (ureia, creatinina) e glicemia.
O acompanhamento de rotina do paciente hipertenso visa monitorar a eficácia do tratamento, identificar efeitos adversos dos medicamentos e rastrear lesões em órgãos-alvo, sendo a avaliação dos eletrólitos séricos, como o potássio, fundamental para esses objetivos.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O acompanhamento de rotina do paciente hipertenso é crucial não apenas para o controle da pressão arterial, mas também para a detecção precoce de lesões em órgãos-alvo, a identificação de comorbidades e o monitoramento de efeitos adversos da medicação, visando a prevenção de complicações. Os exames de acompanhamento de rotina incluem avaliações laboratoriais e, em alguns casos, exames de imagem. Laboratorialmente, é fundamental monitorar a função renal (ureia, creatinina, TFG), o perfil glicêmico e lipídico, e os eletrólitos séricos, como sódio e potássio. O potássio, em particular, é vital devido ao uso frequente de diuréticos (que podem causar hipocalemia) e de inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (que podem causar hipercalemia), sendo um indicador importante da segurança e eficácia do tratamento. Além dos exames laboratoriais, a avaliação de lesão de órgão-alvo pode incluir eletrocardiograma (ECG) para rastrear hipertrofia ventricular esquerda e, em casos específicos, ecocardiograma. A fundoscopia é importante para avaliar retinopatia hipertensiva. O manejo deve ser individualizado, considerando os fatores de risco do paciente e a presença de comorbidades, visando otimizar o controle pressórico e prevenir complicações a longo prazo, melhorando a qualidade de vida.
Exames essenciais incluem hemograma completo, glicemia de jejum, perfil lipídico, creatinina com cálculo de TFG, eletrólitos (sódio e potássio), ácido úrico e análise de urina para proteinúria.
O potássio sérico é crucial para monitorar os efeitos de diuréticos (que podem causar hipocalemia) e de inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (que podem causar hipercalemia), além de rastrear causas secundárias de HAS como o hiperaldosteronismo primário.
Eletrocardiograma (ECG) para hipertrofia ventricular esquerda, ecocardiograma em casos selecionados, exame de urina para proteinúria e fundoscopia para retinopatia hipertensiva são importantes para avaliar lesão de órgão-alvo.
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