SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Em atendimento primário, o paciente com hipertensão arterial sistêmica deverá ser submetido aos seguintes exames subsidiários:
Avaliação inicial HAS → Glicemia, perfil lipídico, creatinina, potássio, urina I, ECG.
A avaliação inicial da hipertensão arterial sistêmica visa identificar fatores de risco cardiovasculares, lesões em órgãos-alvo e causas secundárias. Os exames essenciais incluem glicemia de jejum, perfil lipídico, eletrólitos (potássio), função renal (creatinina), ácido úrico, exame de urina tipo I e eletrocardiograma.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial que representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. A avaliação inicial do paciente hipertenso é crucial para estratificar o risco, identificar lesões em órgãos-alvo e descartar causas secundárias de hipertensão, guiando assim o plano terapêutico. A avaliação deve incluir uma anamnese detalhada, exame físico completo e uma bateria de exames subsidiários. Os exames laboratoriais essenciais incluem glicemia de jejum (para rastrear diabetes), perfil lipídico completo (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos), eletrólitos (sódio e potássio), creatinina sérica (para função renal), ácido úrico e exame de urina tipo I (para proteinúria e hematúria). Além dos exames laboratoriais, o eletrocardiograma (ECG) é um exame de imagem fundamental na avaliação inicial, pois permite identificar a hipertrofia ventricular esquerda, um marcador precoce de lesão de órgão-alvo e um preditor independente de eventos cardiovasculares. Outros exames como ecocardiograma ou proteinúria de 24 horas não são de rotina na primeira avaliação, sendo reservados para situações específicas ou para aprofundamento após os achados iniciais.
Os objetivos são confirmar o diagnóstico de HAS, identificar fatores de risco cardiovasculares adicionais, rastrear lesões em órgãos-alvo e investigar possíveis causas secundárias de hipertensão.
O ECG é essencial para rastrear a hipertrofia ventricular esquerda, uma das primeiras e mais importantes lesões de órgão-alvo da HAS, que impacta significativamente o prognóstico cardiovascular.
A creatinina sérica é fundamental para estimar a taxa de filtração glomerular, e o exame de urina tipo I (com busca por proteinúria) é importante para avaliar a presença de doença renal crônica e lesão renal.
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