TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 58 anos, vem para consulta de checkup e não apresenta anormalidades ao exame físico, exceto por pressão arterial de 158x92 mmHg (média das duas últimas leituras). O Clinico ficou na dúvida sobre possível hipertensão do jaleco branco e pediu MAPA, cujo resultado veio de PA 138 x 88 mmHg (média de 24 horas). Qual a conduta correta?
MAPA 24h ≥ 130/80 mmHg = Hipertensão Arterial (mesmo com consultório elevado).
O diagnóstico de hipertensão por MAPA baseia-se na média de 24h (≥130/80), vigília (≥135/85) ou sono (≥120/70). Valores acima confirmam a doença, descartando o efeito isolado do avental branco.
A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é o padrão-ouro para o diagnóstico de hipertensão, pois elimina o viés do observador e o efeito do avental branco, além de avaliar o descenso noturno. No caso clínico, a média de 24h de 138/88 mmHg ultrapassa o limite de 130/80 mmHg, confirmando o diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica, independentemente da suspeita inicial de efeito do avental branco.
Segundo as diretrizes brasileiras e internacionais, considera-se hipertensão se a média de 24 horas for ≥ 130/80 mmHg, a média do período de vigília for ≥ 135/85 mmHg ou a média do período de sono for ≥ 120/70 mmHg.
A Hipertensão do Avental Branco ocorre quando o paciente apresenta níveis pressóricos elevados no consultório (≥ 140/90 mmHg), mas mantém níveis normais fora dele, confirmados por MAPA (24h < 130/80 mmHg) ou MRPA.
O tratamento medicamentoso deve ser iniciado imediatamente em pacientes com HAS estágio 2 ou 3. No estágio 1 (140-159/90-99 no consultório), inicia-se se houver risco cardiovascular alto, lesão de órgão-alvo ou se as mudanças de estilo de vida falharem após 3-6 meses.
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