UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Homem, preto, 69 anos, diabético, hipertenso, em uso de: Losartana 50mg a cada 12 horas e Anlodipino 10mg ao dia. Apresenta-se na consulta de hoje com resultado das aferições domiciliares apresentando média de: 145/90mmHg. Segundo a diretriz brasileira de hipertensão, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
HAS não controlada em diabético com IECA/BRA + BCC → Adicionar diurético tiazídico (ex: hidroclorotiazida).
Em pacientes diabéticos e hipertensos, o controle rigoroso da pressão arterial é fundamental. Quando a terapia dupla com um bloqueador do sistema renina-angiotensina (IECA/BRA) e um bloqueador de canal de cálcio (BCC) não é suficiente, a adição de um diurético tiazídico é a próxima etapa recomendada pelas diretrizes.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) em pacientes diabéticos exige um controle pressórico rigoroso devido ao alto risco de complicações cardiovasculares e renais. As diretrizes brasileiras e internacionais recomendam metas pressóricas mais baixas para essa população, geralmente abaixo de 130/80 mmHg. O paciente em questão já utiliza uma terapia combinada com um bloqueador do receptor de angiotensina (Losartana) e um bloqueador de canal de cálcio (Anlodipino). Com a pressão arterial ainda elevada (145/90 mmHg), indica-se a intensificação do tratamento para alcançar as metas. De acordo com as diretrizes, a próxima etapa na terapia combinada para HAS não controlada, especialmente em pacientes diabéticos, é a adição de um diurético tiazídico, como a hidroclorotiazida. Esta combinação de três classes (BRA/IECA + BCC + diurético tiazídico) é altamente eficaz para alcançar o controle pressórico.
O alvo pressórico para pacientes diabéticos e hipertensos geralmente é < 130/80 mmHg, embora possa variar ligeiramente entre as diretrizes, sempre visando o controle rigoroso para reduzir riscos cardiovasculares.
A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico de primeira linha, eficaz na redução da pressão arterial, especialmente em combinação com IECA/BRA e BCC, e é bem estabelecida nas diretrizes para hipertensão, sendo uma opção custo-efetiva.
As classes preferenciais incluem inibidores da ECA (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e diuréticos tiazídicos, frequentemente usados em terapia combinada para otimizar o controle.
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