MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 48 anos, sem comorbidades conhecidas e sem histórico familiar relevante, comparece à consulta de rotina para check-up. Ele é sedentário, não fuma e possui um Índice de Massa Corporal (IMC) de 27 kg/m². Durante a avaliação física, foram realizadas medidas de pressão arterial seguindo a técnica adequada em dois momentos distintos. Os resultados dos exames laboratoriais iniciais e das aferições estão apresentados na tabela abaixo: | Parâmetro | Resultado | Valor de Referência | | :--- | :--- | :--- | | Pressão Arterial (Média de 2 consultas) | 148 x 94 mmHg | < 140 x 90 mmHg | | Glicemia de Jejum | 92 mg/dL | < 100 mg/dL | | Creatinina | 0,9 mg/dL | 0,7 - 1,3 mg/dL | | Risco Cardiovascular (Escore de Risco) | Baixo | - | | Lesão de Órgão-Alvo (Avaliação Clínica) | Ausente | - | Considerando as recomendações das diretrizes vigentes de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), qual é a classificação correta e a conduta inicial mais adequada para este paciente?
HAS Estágio 1 + Risco CV Baixo → Mudança de Estilo de Vida (MEV) por 3-6 meses antes de fármacos.
Pacientes com HAS estágio 1 e baixo risco cardiovascular, sem lesão de órgão-alvo, devem iniciar tratamento com medidas não farmacológicas antes da terapia medicamentosa.
O manejo da hipertensão arterial sistêmica (HAS) baseia-se na estratificação de risco, não apenas nos valores absolutos da pressão. Pacientes jovens ou sem comorbidades (como o caso de 48 anos, IMC 27, sem LOA) frequentemente respondem bem a mudanças comportamentais. A redução de peso e a prática de exercícios podem reduzir a PAS em até 5-20 mmHg. A decisão de postergar a medicação visa evitar a polifarmácia desnecessária e focar na raiz metabólica do problema, mantendo vigilância rigorosa para reavaliação em curto prazo.
A Hipertensão Arterial Estágio 1 é definida por níveis de pressão arterial sistólica entre 140-159 mmHg e/ou pressão arterial diastólica entre 90-99 mmHg, confirmados em pelo menos duas ocasiões ou através de MAPA/MRPA. É fundamental diferenciar do estágio 2 (≥160/100 mmHg) e da pré-hipertensão (130-139/85-89 mmHg), pois a conduta terapêutica varia drasticamente conforme o nível pressórico e o risco cardiovascular global do indivíduo.
Para pacientes classificados como Hipertensão Estágio 1 que apresentam baixo risco cardiovascular e ausência de lesão de órgão-alvo (LOA), as diretrizes recomendam um período de 3 a 6 meses de intervenções não farmacológicas (Mudanças no Estilo de Vida - MEV). Isso inclui dieta DASH, redução do consumo de sódio, atividade física regular, perda de peso e cessação do tabagismo. Se as metas pressóricas (<140/90 mmHg) não forem atingidas após esse período, inicia-se a monoterapia farmacológica.
A terapia medicamentosa imediata está indicada em três situações principais: 1) Hipertensão Estágio 2 ou 3, independentemente do risco cardiovascular; 2) Hipertensão Estágio 1 em pacientes com risco cardiovascular alto ou moderado; 3) Presença de lesão de órgão-alvo, doença cardiovascular estabelecida ou doença renal crônica, mesmo em estágios iniciais de elevação pressórica.
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