Exames Iniciais na Hipertensão Arterial: Guia Prático

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 55 anos de idade, comparece a consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Tem antecedente de dislipidemia. Apresenta aferições de pressão arterial (PA) de 156x88mmHg em consulta médica, sem outras alterações no exame físico. Ele relata que, nos últimos meses, tem sentido dores de cabeça frequentes, especialmente nas manhãs, e que em casa tem variado entre PA sistólica de 150 a 160mmHg e PA diastólica de 95 a 100mmHg. Também menciona que tem se sentido mais cansado e que sua atividade física tem diminuído. Em consulta anterior, há registro de PA de 162x92mmHg. Nega tabagismo e etilismo, seu pai faleceu de infarto aos 67 anos e sua mãe de 78 anos é portadora de diabetes tipo 2. Quais exames são recomendados para a avaliação inicial deste paciente?

Alternativas

  1. A) Creatinina, potássio, sódio, glicemia, perfil lipídico e exame de urina.
  2. B) Hemograma, creatinina, potássio, sódio, glicemia, TSH e perfil lipídico.
  3. C) Hemograma, creatinina, potássio, ácido úrico, glicemia e TSH.
  4. D) Creatinina, potássio, ácido úrico, glicemia, perfil lipídico e exame de urina.

Pérola Clínica

Rotina HAS = Urina + K+ + Creatinina + Glicemia + Lípides + Ácido Úrico + ECG.

Resumo-Chave

A avaliação inicial do hipertenso visa confirmar o diagnóstico, estratificar o risco cardiovascular global e identificar precocemente lesões de órgãos-alvo ou causas secundárias.

Contexto Educacional

A abordagem inicial do paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) exige uma anamnese detalhada e exames laboratoriais específicos para identificar comorbidades e lesões subclínicas. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, a rotina mínima inclui: análise de urina, potássio plasmático, creatinina (com cálculo da TFG), glicemia de jejum, perfil lipídico (CT, HDL, TG), ácido úrico e ECG de repouso. Esses exames permitem não apenas o diagnóstico sindrômico, mas a estratificação do risco cardiovascular global, essencial para definir a meta pressórica e a agressividade do tratamento farmacológico.

Perguntas Frequentes

Por que solicitar ácido úrico na avaliação inicial da HAS?

O ácido úrico é um marcador independente de risco cardiovascular e sua elevação pode estar associada à síndrome metabólica. Além disso, o conhecimento do nível basal é fundamental antes da introdução de diuréticos tiazídicos, que podem causar hiperuricemia e precipitar crises de gota em pacientes predispostos.

Quais exames avaliam lesão renal precoce no hipertenso?

A creatinina plasmática é usada para estimar a taxa de filtração glomerular, enquanto o exame de urina (sumário) busca identificar proteinúria ou hematúria. Em pacientes diabéticos ou com alto risco, a pesquisa de albuminúria (microalbuminúria) é recomendada para detectar nefropatia hipertensiva em estágios iniciais.

O ECG é obrigatório na primeira consulta de HAS?

Sim, o eletrocardiograma de repouso faz parte da rotina mínima inicial. Ele permite identificar sobrecarga ventricular esquerda (SVE), arritmias (como fibrilação atrial) e sinais de isquemia miocárdica prévia, auxiliando na estratificação de risco e na escolha da terapia anti-hipertensiva.

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