Manejo da HAS em Pacientes com DAP e Diabetes

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 54 anos portador de doença arterial periférica com claudicação intermitente, de diabetes , tabagista ativo com carga tabágica de 40 anos-maço e com placa de 70% em carótidas em um doppler realizado há 2 anos procura consulta médica para orientações. Nesse momento está em uso de AAS 100mg, Rivaroxabana 2,5mg a cada 12 horas, Metformina 1g a cada 12 horas, Rosuvastatina 40mg, Enalapril 20mg a cada 12 horas. Eletrocardiograma em ritmo sinusal e ecocardiograma com fração de ejeção de 45%.Ao realizar a aferição da pressão arterial você obtêm o valor de 162 x 94 mmHg. Qual a sua conduta nesse momento?

Alternativas

  1. A) Como o paciente é portador de doença arterial periférica a melhor droga a ser associada seria o Atenolol, na dose de 50mg a cada 12 horas.
  2. B) Como o paciente é diabético e de alto risco cardiovascular a melhor droga para ser associada seria o Anlodipino, na dose de 5 a 10mg, feito em dose única diária.
  3. C) Como o paciente é portador de insuficiência cardíaca e diabetes a melhor droga a ser associada é a Clortalidona, na dose de 50 a 100mg ao dia.
  4. D) Como o paciente é cardiopata primeiro devemos otimizar a dose do medicamento já em uso, prescrevendo Enalapril 20mg a cada 8 horas.

Pérola Clínica

HAS + DM + DAP → IECA/BRA + BCC (Anlodipino) é a combinação preferencial.

Resumo-Chave

Em pacientes de alto risco cardiovascular com pressão não controlada em monoterapia, a associação de um BCC ao IECA é superior para redução de eventos e controle pressórico.

Contexto Educacional

O manejo da hipertensão em pacientes com múltiplas comorbidades exige a escolha de drogas que não apenas reduzam a PA, mas também ofereçam proteção cardiovascular. O paciente apresenta HAS estágio 2 (162/94 mmHg) apesar do uso de IECA, além de DAP, DM e fração de ejeção limítrofe. A adição de um bloqueador de canal de cálcio (BCC) como o Anlodipino é recomendada pelas diretrizes (SBC/ESC) por sua eficácia em reduzir eventos em diabéticos e sua neutralidade na doença arterial periférica. O uso de estatinas potentes e antiagregantes já otimizados reforça a necessidade de controle rigoroso da PA para prevenção de eventos isquêmicos.

Perguntas Frequentes

Por que o Anlodipino é preferível neste cenário?

O Anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, é altamente eficaz na redução da pressão arterial e possui evidências robustas de redução de eventos cardiovasculares em pacientes diabéticos e com doença arterial coronariana/periférica, além de ser metabolicamente neutro.

Qual a meta pressórica para este paciente?

Para pacientes com alto risco cardiovascular, diabetes e doença arterial estabelecida, as diretrizes atuais recomendam uma meta de pressão arterial sistólica entre 120-129 mmHg e diastólica entre 70-79 mmHg, desde que tolerado pelo paciente.

Por que não aumentar a dose do Enalapril ou usar Atenolol?

O paciente já usa Enalapril 20mg 12/12h (dose plena). O Atenolol não é droga de primeira linha para HAS e pode agravar a vasoconstrição periférica na DAP. A Clortalidona em doses altas (50-100mg) aumenta o risco de distúrbios metabólicos e hipocalemia, sendo menos indicada que o BCC neste caso.

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