SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem, 40 anos de idade, comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde com queixa de dores de cabeça frequentes e sensação de cansaço. As dores de cabeça tem caráter constrictivo em faixa, de média intensidade, sem náuseas ou vômitos e ocorrem frequentemente aos fins de semana. Há 3 meses, houve verificação de PA: 150x95mmHg. Duas medições realizadas em dias subsequentes no consultório evidenciaram PA: 140x90 e 145x100mmHg. O paciente não iniciou tratamento medicamentoso, nem realizou mudanças significativas no estilo de vida no período. Ele não apresenta sintomas cardíacos ou renais, mas relata uma alimentação rica em sal e pouca atividade física. Ao exame físico atual, sua pressão arterial está em 155x100mmHg em repouso. Nota-se ponto sensível à palpação da inserção do músculo esterno cleido mastoídeo no crânio. Indique o consumo máximo de sódio apropriado para este paciente, em miligramas/dia:
Consumo máximo de sódio = 2000 mg/dia (equivale a 5g de sal de cozinha).
A redução do consumo de sódio para menos de 2g/dia é uma intervenção não farmacológica essencial que reduz significativamente a pressão arterial em pacientes hipertensos.
O manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) exige uma abordagem multifatorial. O paciente do caso apresenta HAS estágio 2 e sintomas de cefaleia tensional. A restrição de sódio é uma das intervenções com maior evidência de benefício. No Brasil, o consumo médio de sal excede 10g/dia, o dobro do recomendado. A educação do paciente sobre a leitura de rótulos e a substituição do sal por temperos naturais é fundamental. Além disso, a cefaleia tensional relatada pode ser exacerbada pelo estresse e pela própria elevação pressórica, reforçando a necessidade de controle rigoroso.
O sódio é um componente do sal de cozinha (cloreto de sódio). A recomendação da OMS e das diretrizes de hipertensão é de no máximo 2000 mg (2g) de sódio por dia, o que equivale a aproximadamente 5000 mg (5g) de sal de cozinha (cerca de uma colher de chá rasa).
A redução do sódio diminui a osmolaridade plasmática e a volemia, além de melhorar a reatividade vascular. Em pacientes hipertensos, uma redução moderada pode baixar a PAS em 5-6 mmHg e a PAD em 2-3 mmHg, potencializando o efeito de medicamentos anti-hipertensivos.
Além da restrição de sódio, recomenda-se a dieta DASH (rica em frutas, vegetais e laticínios magros), perda de peso (meta IMC < 25), atividade física regular (150 min/semana), moderação no consumo de álcool e cessação do tabagismo.
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