Metas Pressóricas na Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 42 anos de idade, em acompanhamento na Unidade Básica de Saúde, apresenta duas medidas de PA 150x95mmHg em consultas diferentes, em ambos os braços, seguindo a técnica correta. Não tem história familiar de doença cardiovascular, tem índice de massa corporal (IMC) = 24,7kg/m². Fuma cerca de 1 maço de cigarros por dia desde os 17 anos.Considerando que após a avaliação complementar mínima não foram diagnosticadas outras comorbidades, qual é a meta pressórica a ser objetivada para o paciente?

Alternativas

  1. A) Menor que 130x70mmHg
  2. B) Menor que 140x90mmHg
  3. C) Menor que 150x80mmHg
  4. D) Menor que 160x90mmHg

Pérola Clínica

HAS Estágio 1 + Risco CV Baixo/Moderado → Meta < 140/90 mmHg.

Resumo-Chave

A meta pressórica é estratificada pelo risco cardiovascular. Pacientes com HAS estágio 1 e risco moderado (como fumantes sem outras comorbidades) devem objetivar níveis abaixo de 140/90 mmHg.

Contexto Educacional

A definição de metas pressóricas é um pilar fundamental no tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020), a meta geral para a maioria dos hipertensos (estágios 1 e 2 com risco CV baixo ou moderado) é < 140/90 mmHg. O objetivo é reduzir a morbimortalidade cardiovascular sem causar efeitos adversos por hipotensão excessiva. No caso clínico apresentado, o paciente é fumante, o que o estratifica como risco cardiovascular moderado, apesar do IMC normal e ausência de outras comorbidades. Para este perfil, a meta permanece < 140/90 mmHg. A individualização da meta é crucial: pacientes idosos frágeis podem ter metas mais permissivas, enquanto pacientes com alto risco CV ou nefropatas com proteinúria exigem metas mais estreitas (< 130/80 mmHg).

Perguntas Frequentes

Qual a meta pressórica para pacientes de alto risco cardiovascular?

Para pacientes classificados como de alto risco cardiovascular, incluindo aqueles com doença cardiovascular estabelecida, diabetes mellitus ou lesão de órgão-alvo, a meta pressórica recomendada pelas diretrizes brasileiras é mais rigorosa, devendo ser inferior a 130/80 mmHg, desde que tolerada pelo paciente.

Como o tabagismo influencia a conduta na hipertensão estágio 1?

O tabagismo é um fator de risco maior que eleva a classificação de risco cardiovascular do paciente hipertenso. Em um paciente com HAS estágio 1 (140-159/90-99 mmHg), a presença do tabagismo geralmente o coloca em risco moderado, o que pode indicar início precoce de terapia farmacológica se as mudanças de estilo de vida não atingirem a meta em curto prazo.

Quais são os critérios para diagnóstico de HAS em consultório?

O diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica em consultório é estabelecido quando o paciente apresenta valores de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg, confirmados em pelo menos duas ocasiões diferentes com técnica de medição adequada.

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