UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Nos pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica sem outras comorbidades, além do incentivo às mudanças do estilo de vida, a melhor opção de terapia tripla é
Terapia tripla HAS sem comorbidades: Tiazídico + IECA/BRA + Bloqueador de Canal de Cálcio di-hidropiridínico.
Para pacientes com hipertensão arterial sistêmica sem comorbidades que necessitam de terapia tripla, a combinação de um diurético tiazídico, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) e um bloqueador dos canais de cálcio di-hidropiridínico de longa duração é a mais recomendada pelas diretrizes, devido à sua eficácia e perfil de segurança.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O manejo da HAS é crucial para reduzir a morbidade e mortalidade associadas, e envolve tanto mudanças no estilo de vida quanto terapia farmacológica. As diretrizes atuais para o tratamento da HAS recomendam uma abordagem escalonada. Para pacientes que não atingem as metas pressóricas com monoterapia ou terapia dupla, a terapia tripla torna-se necessária. Em pacientes sem comorbidades específicas que exijam uma classe de medicamento particular, a combinação preferencial inclui um diurético tiazídico, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), e um bloqueador dos canais de cálcio di-hidropiridínico de longa duração. Essa combinação é racional porque cada classe atua em um mecanismo diferente de controle da pressão arterial. Os diuréticos tiazídicos reduzem o volume plasmático e a resistência vascular periférica. IECA/BRA atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona, e os bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos promovem vasodilatação. Juntos, eles oferecem um controle pressórico robusto e são bem tolerados pela maioria dos pacientes, minimizando a necessidade de múltiplas tomadas diárias e melhorando a adesão ao tratamento.
As classes de primeira linha incluem diuréticos tiazídicos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e bloqueadores dos canais de cálcio (BCC).
Essa combinação atua em diferentes mecanismos fisiopatológicos da hipertensão (volume, sistema renina-angiotensina-aldosterona, resistência vascular periférica), proporcionando um controle pressórico sinérgico e eficaz, com bom perfil de segurança e tolerabilidade.
Betabloqueadores não são geralmente a primeira escolha para HAS sem comorbidades. São preferidos em pacientes com comorbidades específicas como doença coronariana, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, ou arritmias.
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