UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Paciente com diagnóstico de Hipertensão arterial desde os 20 anos de idade, sem controle adequado apesar do uso regular de 4 classes de anti-hipertensivos, com doses otimizadas. Nega outras comorbidades. Foi submetido à investigação para hipertensão arterial secundária, com achado de assimetria renal na ultrassonografia de rins e vias urinárias. Qual hipótese diagnóstica mais provável e qual exame complementar indicado para confirmação diagnóstica?
Hipertensão refratária + assimetria renal em jovem → Estenose artéria renal por displasia fibromuscular.
Em pacientes jovens com hipertensão refratária e achados como assimetria renal, a displasia fibromuscular é uma causa comum de estenose de artéria renal. A ultrassonografia com Doppler é o exame de triagem inicial para confirmar a suspeita, avaliando o fluxo sanguíneo renal.
A hipertensão arterial secundária, embora menos comum que a primária, é crucial de ser identificada, pois muitas vezes é curável ou controlável com tratamento específico. A estenose de artéria renal é uma das causas mais frequentes, especialmente em pacientes com hipertensão refratária ou de início precoce. A suspeita clínica é fundamental, e achados como assimetria renal na ultrassonografia de rotina reforçam essa hipótese. Em pacientes jovens (como no caso, 20 anos), a displasia fibromuscular é a etiologia mais provável da estenose de artéria renal, enquanto em idosos, a aterosclerose é a causa predominante. A displasia fibromuscular é uma doença não inflamatória e não aterosclerótica que causa estreitamento das artérias, sendo as artérias renais as mais comumente afetadas. Para a confirmação diagnóstica, a ultrassonografia com Doppler de artérias renais é o exame de triagem inicial. Ele permite avaliar a morfologia renal, a presença de assimetria e, crucialmente, as velocidades de fluxo nas artérias renais, indicando estenose. Outros exames como angiotomografia ou angioressonância podem ser usados para confirmação e planejamento terapêutico, mas o Doppler é a primeira escolha não invasiva. O hiperaldosteronismo primário, embora seja uma causa de hipertensão secundária, não se manifestaria primariamente com assimetria renal.
Deve-se suspeitar em casos de hipertensão de início precoce (<30 anos), hipertensão refratária ao tratamento com múltiplos fármacos, piora súbita da hipertensão, assimetria renal ou presença de sopro abdominal.
A estenose aterosclerótica é mais comum em idosos, geralmente bilateral e associada a fatores de risco cardiovascular. A displasia fibromuscular é mais comum em mulheres jovens, frequentemente unilateral e não associada a aterosclerose.
A ultrassonografia com Doppler é um exame não invasivo de primeira linha para triagem, capaz de identificar assimetria renal e alterações no fluxo sanguíneo das artérias renais, sugerindo estenose.
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