Hipertensão Secundária: Investigação de Estenose de Artéria Renal

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente com diagnóstico de Hipertensão arterial desde os 20 anos de idade, sem controle adequado apesar do uso regular de 4 classes de anti-hipertensivos, com doses otimizadas. Nega outras comorbidades. Foi submetido à investigação para hipertensão arterial secundária, com achado de assimetria renal na ultrassonografia de rins e vias urinárias. Qual hipótese diagnóstica mais provável e qual exame complementar indicado para confirmação diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Doença renal parenquimatosa; relação proteína/creatinina em amostra isolada de urina.
  2. B) Estenose de artéria renal secundária à displasia fibromuscular; ultrassonografia com doppler de artérias renais.
  3. C) Estenose de artéria renal secundária à aterosclerose; ultrassonografia com doppler de artérias renais.
  4. D) Hiperaldosteronismo primário; aldosterona sérica, atividade da renina plasmática e cálculo da relação aldosterona/renina.

Pérola Clínica

Hipertensão refratária + assimetria renal em jovem → Estenose artéria renal por displasia fibromuscular.

Resumo-Chave

Em pacientes jovens com hipertensão refratária e achados como assimetria renal, a displasia fibromuscular é uma causa comum de estenose de artéria renal. A ultrassonografia com Doppler é o exame de triagem inicial para confirmar a suspeita, avaliando o fluxo sanguíneo renal.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial secundária, embora menos comum que a primária, é crucial de ser identificada, pois muitas vezes é curável ou controlável com tratamento específico. A estenose de artéria renal é uma das causas mais frequentes, especialmente em pacientes com hipertensão refratária ou de início precoce. A suspeita clínica é fundamental, e achados como assimetria renal na ultrassonografia de rotina reforçam essa hipótese. Em pacientes jovens (como no caso, 20 anos), a displasia fibromuscular é a etiologia mais provável da estenose de artéria renal, enquanto em idosos, a aterosclerose é a causa predominante. A displasia fibromuscular é uma doença não inflamatória e não aterosclerótica que causa estreitamento das artérias, sendo as artérias renais as mais comumente afetadas. Para a confirmação diagnóstica, a ultrassonografia com Doppler de artérias renais é o exame de triagem inicial. Ele permite avaliar a morfologia renal, a presença de assimetria e, crucialmente, as velocidades de fluxo nas artérias renais, indicando estenose. Outros exames como angiotomografia ou angioressonância podem ser usados para confirmação e planejamento terapêutico, mas o Doppler é a primeira escolha não invasiva. O hiperaldosteronismo primário, embora seja uma causa de hipertensão secundária, não se manifestaria primariamente com assimetria renal.

Perguntas Frequentes

Quando devemos suspeitar de estenose de artéria renal como causa de hipertensão secundária?

Deve-se suspeitar em casos de hipertensão de início precoce (<30 anos), hipertensão refratária ao tratamento com múltiplos fármacos, piora súbita da hipertensão, assimetria renal ou presença de sopro abdominal.

Qual a diferença entre estenose de artéria renal por aterosclerose e por displasia fibromuscular?

A estenose aterosclerótica é mais comum em idosos, geralmente bilateral e associada a fatores de risco cardiovascular. A displasia fibromuscular é mais comum em mulheres jovens, frequentemente unilateral e não associada a aterosclerose.

Qual o papel da ultrassonografia com Doppler na investigação da estenose de artéria renal?

A ultrassonografia com Doppler é um exame não invasivo de primeira linha para triagem, capaz de identificar assimetria renal e alterações no fluxo sanguíneo das artérias renais, sugerindo estenose.

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