PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2019
Levando em conta o manejo farmacológico de pacientes com hipertensão arterial sistêmica em ambientes de atenção primária à saúde, analise as afirmativas abaixo. I - Um aspecto que merece destaque é a possibilidade de HA secundária no idoso, cujas causas mais frequentes são estenose de artéria renal, síndrome de apneia e hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS), alterações de função tireoidiana e uso de medicamentos que podem elevar o PA. II - Betabloqueador não costuma ser escolha de primeira linha como monoterapia para o tratamento de hipertensão, embora possa ser utilizado em situações específicas. III - Para pacientes diabético, sem outras comorbidades, em uso de diurético tiazídico e inibidor de enzima conversora de angiotensina, sem controle satisfatório da pressão arterial e com indicação de acréscimo de outro anti-hipertensivo, deve-se considerar como melhor opção a associação de um betabloqueador. Assinale a alternativa correta:
HAS secundária idoso → investigar estenose artéria renal, SAHOS, tireoide, medicamentos. Betabloqueador ≠ 1ª linha HAS sem comorbidades.
Em idosos, a hipertensão secundária é mais prevalente, exigindo investigação ativa de causas como estenose de artéria renal e SAHOS. Betabloqueadores não são a primeira escolha para hipertensão não complicada, e em diabéticos, BCC ou ARM são preferíveis como terceira linha.
O manejo da hipertensão arterial sistêmica (HAS) na atenção primária exige uma abordagem individualizada, considerando as particularidades de cada paciente. Em idosos, é fundamental estar atento à possibilidade de HAS secundária, que pode ser causada por condições como estenose de artéria renal, síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS), alterações da função tireoidiana e o uso de medicamentos que elevam a pressão arterial, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Em relação à farmacoterapia, os betabloqueadores não são considerados a primeira linha de monoterapia para a maioria dos pacientes com HAS não complicada. No entanto, são excelentes opções em situações específicas, como pacientes com angina, infarto agudo do miocárdio prévio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou certas arritmias. A escolha do anti-hipertensivo deve sempre levar em conta as comorbidades do paciente. Para pacientes diabéticos com HAS, o controle rigoroso da pressão arterial é crucial. Se um paciente diabético já estiver em uso de um diurético tiazídico e um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) e ainda não tiver controle satisfatório da pressão arterial, a adição de um betabloqueador não é a melhor opção como terceira linha, a menos que haja uma indicação específica (como as mencionadas acima). As diretrizes atuais recomendam a adição de um bloqueador de canal de cálcio (BCC) ou, em casos selecionados com albuminúria persistente, um antagonista do receptor de mineralocorticoide (ARM) para otimizar o controle pressórico e proteger os órgãos-alvo.
Em idosos, as causas mais comuns de hipertensão secundária incluem estenose de artéria renal, síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS), disfunções tireoidianas e o uso de medicamentos como AINEs ou corticoides.
Betabloqueadores não são geralmente a primeira linha para hipertensão não complicada, mas são indicados em pacientes com comorbidades específicas como angina, infarto agudo do miocárdio prévio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou certas arritmias.
Para pacientes diabéticos com HAS não controlada em IECA e diurético tiazídico, a melhor opção para adicionar como terceira linha é um bloqueador de canal de cálcio (BCC) ou, em casos de albuminúria persistente, um antagonista do receptor de mineralocorticoide (ARM).
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