UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
De acordo com as Diretrizes Brasileira de Hipertensão 2020, pode-se afirmar que:
Hipertensão secundária → estenose artéria renal é causa comum e tratável.
A estenose da artéria renal é uma das causas mais frequentes de hipertensão secundária, especialmente em pacientes jovens ou com hipertensão refratária. Sua identificação é crucial, pois o tratamento da causa subjacente pode levar à cura ou controle significativo da hipertensão, diferentemente da hipertensão essencial.
As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão 2020 fornecem um guia abrangente para o diagnóstico e manejo da hipertensão arterial sistêmica (HAS), uma condição crônica de alta prevalência e morbimortalidade. Embora a maioria dos casos seja de hipertensão essencial (primária), é fundamental reconhecer e investigar a hipertensão secundária, que corresponde a cerca de 5-10% dos casos e possui uma causa identificável e potencialmente tratável. A estenose da artéria renal é uma das causas mais comuns de hipertensão secundária, sendo responsável por aproximadamente 1-2% de todos os casos de HAS e uma proporção maior em hipertensão refratária. A fisiopatologia envolve a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) devido à hipoperfusão renal causada pelo estreitamento da artéria. A suspeita clínica é crucial em pacientes com hipertensão de início precoce, refratária, com sopro abdominal ou deterioração da função renal após o uso de inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina. O tratamento da estenose da artéria renal pode envolver angioplastia com stent ou cirurgia, com o objetivo de restaurar o fluxo sanguíneo renal e controlar a pressão arterial. O manejo da hipertensão, de acordo com as diretrizes, enfatiza a combinação de modificações do estilo de vida e terapia medicamentosa, sendo as primeiras um pilar fundamental e não apenas um auxiliar secundário. A identificação e tratamento das causas secundárias são pontos de atenção importantes para residentes, pois podem levar à cura da hipertensão ou a um controle pressórico mais eficaz.
Além da estenose da artéria renal, outras causas importantes incluem doenças renais parenquimatosas, aldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing, apneia obstrutiva do sono, coarctação da aorta e uso de certas medicações.
Deve-se suspeitar em casos de hipertensão de início súbito ou em idade jovem (<30 anos), hipertensão refratária ao tratamento com múltiplos fármacos, piora da função renal após início de IECA/BRA, assimetria renal ou sopro abdominal.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia Doppler de artérias renais, angiotomografia (angio-TC) ou angiorressonância (angio-RM) de artérias renais. A arteriografia renal é o padrão-ouro, mas é mais invasiva.
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