FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2020, a hipertensão arterial resistente (HAR) é a HAR como a PA de consultório que permanece com valores ≥ 140/90 mmHg, com o uso de três ou mais classes de fármacos anti‑hipertensivos com ações sinérgicas, em doses máximas preconizadas ou toleradas, sendo um deles, preferencialmente, um diurético tiazídico. Nos casos de HAR, é mais frequente a ocorrência de causas secundárias de hipertensão. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta a patologia que mais comumente é causa secundária nos casos de HAR.
HAR: PA ≥ 140/90 mmHg com 3+ anti-hipertensivos (incluindo diurético) em doses máximas → investigar causas secundárias, sendo apneia do sono a mais comum.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é definida pela persistência de PA elevada apesar do uso de múltiplos anti-hipertensivos. Nesses casos, a investigação de causas secundárias é fundamental, e a apneia obstrutiva do sono é a etiologia mais frequentemente encontrada.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) representa um desafio clínico significativo, caracterizada pela falha em atingir as metas pressóricas (<140/90 mmHg) apesar do uso de um regime terapêutico otimizado, que inclui pelo menos três anti-hipertensivos de classes diferentes, um dos quais é um diurético. A prevalência de HAR varia, mas é mais comum em pacientes com obesidade, diabetes, doença renal crônica e idade avançada. É fundamental diferenciar a HAR verdadeira da pseudorresistência, que pode ser causada por má adesão ao tratamento, técnica inadequada de medida da PA ou efeito do jaleco branco. Nos casos de HAR verdadeira, a investigação de causas secundárias é imperativa, pois o tratamento da condição subjacente pode levar ao controle da hipertensão. Entre as causas secundárias, a apneia obstrutiva do sono (AOS) é a mais prevalente, afetando uma parcela significativa dos pacientes com HAR. Outras causas importantes incluem hiperaldosteronismo primário, doença renovascular (estenose de artéria renal), doença do parênquima renal, feocromocitoma, síndrome de Cushing e hipotireoidismo. A identificação e o tratamento dessas condições são cruciais para o manejo da HAR e para a prevenção de complicações cardiovasculares. Para residentes, o manejo da HAR exige uma abordagem sistemática, começando pela confirmação do diagnóstico (excluindo pseudorresistência), seguido pela investigação de causas secundárias e otimização do tratamento anti-hipertensivo. A suspeita de AOS deve ser alta em pacientes com HAR, especialmente aqueles com obesidade, roncos e sonolência diurna. O conhecimento das causas secundárias e a capacidade de investigá-las adequadamente são essenciais para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
A HAR é definida pela pressão arterial de consultório que permanece igual ou superior a 140/90 mmHg, mesmo com o uso de três ou mais classes de fármacos anti-hipertensivos em doses máximas (ou toleradas), sendo um deles preferencialmente um diurético tiazídico.
A apneia obstrutiva do sono é a causa secundária mais comum de Hipertensão Arterial Resistente. Outras causas importantes incluem hiperaldosteronismo primário, doença renovascular e doença do parênquima renal.
Deve-se suspeitar de HAR quando a pressão arterial permanece elevada apesar do tratamento otimizado com múltiplos medicamentos. A investigação de causas secundárias é crucial nesses casos, pois seu tratamento pode levar ao controle da hipertensão ou à redução da necessidade de múltiplos fármacos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo