Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
O MAPA e o Monitoramento Residencial da Pressão Arterial (MRPA) são os exames para confirmação do controle inadequado da PA. Sendo adequado o item:
HAR = PA não controlada com 3 anti-hipertensivos (incluindo diurético) + pseudorresistência afastada → investigar lesão de órgão-alvo e causas secundárias.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é diagnosticada quando a pressão arterial permanece acima da meta, apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, e após a exclusão da pseudorresistência (efeito do avental branco, má adesão, técnica inadequada). Uma vez confirmada, a investigação deve focar em lesões de órgãos-alvo e causas secundárias de hipertensão.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é um desafio clínico significativo, afetando uma parcela considerável dos pacientes hipertensos e aumentando o risco de eventos cardiovasculares. É definida pela persistência de níveis pressóricos acima da meta, apesar do uso de um esquema terapêutico adequado com três ou mais anti-hipertensivos, incluindo um diurético, em doses máximas toleradas. O reconhecimento e manejo da HAR são essenciais para a prática clínica e para a formação de residentes. A fisiopatologia da HAR é multifatorial, envolvendo mecanismos como hiperatividade simpática, retenção de sódio, ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e rigidez arterial. O diagnóstico de HAR exige a exclusão da pseudorresistência, que inclui a hipertensão do avental branco (confirmada por MAPA/MRPA), má adesão ao tratamento, uso de substâncias que elevam a PA (AINEs, corticoides) e técnica inadequada de medida da PA. Uma vez afastada a pseudorresistência, a HAR é confirmada. A conduta após a confirmação da HAR envolve uma investigação diagnóstica aprofundada. Isso inclui a busca ativa por lesões em órgãos-alvo (ex: hipertrofia ventricular esquerda, doença renal crônica, retinopatia hipertensiva) e o rastreamento de causas de hipertensão secundária, como doença renovascular, aldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing e apneia obstrutiva do sono. O tratamento da HAR envolve otimização do esquema medicamentoso, identificação e tratamento das causas secundárias, e modificações no estilo de vida.
A HAR é definida como a pressão arterial que permanece acima da meta, apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, sendo um deles um diurético, em doses otimizadas. Também inclui pacientes que necessitam de quatro ou mais medicamentos para atingir o controle.
O MAPA (Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial) e o MRPA (Monitoramento Residencial da Pressão Arterial) são cruciais para afastar a pseudorresistência, como a hipertensão do avental branco, e confirmar o controle inadequado da PA fora do consultório, validando o diagnóstico de HAR.
Após a confirmação da HAR, a investigação diagnóstica deve ser aprofundada para identificar possíveis lesões em órgãos-alvo (coração, rins, cérebro, vasos) e, principalmente, para rastrear causas de hipertensão secundária, que podem ser tratáveis e levar à cura ou melhor controle da PA.
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