São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
O paciente com Hipertensão Arterial Resistente (HAR) apresenta comumente algumas características:
HAR = idade avançada, obesidade, alta ingestão de sal, DRC, diabetes, LOA (HVE), sexo feminino, raça negra.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é caracterizada por uma falha em atingir a meta pressórica apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético. Pacientes com HAR frequentemente apresentam um perfil clínico distinto, com maior prevalência de comorbidades e fatores demográficos específicos que os distinguem daqueles com hipertensão não resistente.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) representa um desafio significativo na prática clínica, sendo definida pela falha em atingir o controle pressórico adequado apesar de um regime terapêutico otimizado. É crucial diferenciar a HAR verdadeira da pseudorresistência, que pode ser causada por má adesão, técnica de medida incorreta ou efeito do jaleco branco. A HAR está associada a um risco cardiovascular e renal substancialmente maior, exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais agressiva. Os pacientes com HAR frequentemente compartilham um perfil clínico e demográfico distinto. Características como idade mais avançada, obesidade, alta ingestão de sal, presença de doença renal crônica (DRC), diabetes mellitus, e lesões de órgão-alvo estabelecidas, como a hipertrofia ventricular esquerda (HVE), são comumente observadas. Além disso, o sexo feminino e a raça negra são fatores demográficos que também se associam a uma maior prevalência de HAR, refletindo complexas interações genéticas, ambientais e socioeconômicas. O manejo da HAR exige uma investigação aprofundada para identificar causas secundárias de hipertensão e otimizar o tratamento farmacológico e não farmacológico. A compreensão desses fatores de risco e características distintivas é fundamental para que residentes e profissionais de saúde possam suspeitar precocemente da HAR, realizar a investigação adequada e implementar estratégias terapêuticas eficazes, visando melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
A Hipertensão Arterial Resistente é definida como a pressão arterial que permanece acima da meta (geralmente >140/90 mmHg ou >130/80 mmHg em alto risco) apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, em doses ótimas, incluindo um diurético, ou a necessidade de quatro ou mais medicamentos para atingir o controle.
As comorbidades frequentemente associadas à HAR incluem obesidade, síndrome metabólica, diabetes mellitus, doença renal crônica, apneia obstrutiva do sono e hiperaldosteronismo primário. Essas condições contribuem para a dificuldade no controle pressórico.
A hipertrofia ventricular esquerda (HVE) é uma lesão de órgão-alvo comum na HAR, refletindo a sobrecarga crônica de pressão no coração. Sua presença indica um maior risco cardiovascular e é um marcador de gravidade e cronicidade da hipertensão não controlada.
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