HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Dentre as opções abaixo, a que contém recomendações corretas para o tratamento da hipertensão arterial resistente de acordo com a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial é:
Hipertensão Resistente → avaliar adesão, otimizar estilo de vida, considerar cronofarmacologia (medicação noturna).
A hipertensão arterial resistente exige uma abordagem multifacetada. Além de otimizar o estilo de vida, é fundamental avaliar a adesão do paciente à medicação e considerar a cronofarmacologia, como a administração noturna de alguns anti-hipertensivos, que pode melhorar o controle pressórico e reduzir eventos cardiovasculares.
A hipertensão arterial resistente representa um desafio significativo na prática clínica, sendo definida pela falha em atingir as metas pressóricas apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses máximas toleradas, ou pelo controle da pressão arterial com quatro ou mais fármacos. A 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial oferece um roteiro claro para o manejo desses pacientes. O tratamento da hipertensão resistente não se limita apenas à adição de novos medicamentos. É crucial iniciar com a reavaliação e otimização das modificações do estilo de vida, que incluem dieta hipossódica, prática regular de exercícios físicos, controle de peso e cessação do tabagismo. Além disso, a avaliação rigorosa da adesão do paciente ao tratamento medicamentoso é um pilar fundamental, pois a má adesão é uma das principais causas de pseudo-resistência. Outra recomendação importante é a consideração da cronofarmacologia, ou seja, a prescrição de pelo menos um dos medicamentos anti-hipertensivos para ser tomado à noite. Essa estratégia pode otimizar o controle da pressão arterial, especialmente em pacientes com padrão 'non-dipper', e potencialmente reduzir o risco cardiovascular. A espironolactona é frequentemente recomendada como o quarto fármaco em casos de hipertensão resistente, devido à sua eficácia comprovada, mas a abordagem deve ser individualizada e baseada nas diretrizes mais recentes.
A hipertensão arterial resistente é definida como a pressão arterial que permanece acima da meta (geralmente >140/90 mmHg) apesar do uso de três classes de anti-hipertensivos em doses máximas toleradas, incluindo um diurético, ou quando o controle é alcançado com quatro ou mais medicamentos.
As primeiras medidas incluem a confirmação da resistência (excluindo pseudo-resistência), otimização das modificações do estilo de vida (dieta, exercício, redução de sódio), avaliação da adesão ao tratamento e investigação de causas secundárias de hipertensão.
A cronofarmacologia, que envolve a administração de pelo menos um anti-hipertensivo à noite, pode ser benéfica para pacientes com hipertensão resistente. Estudos sugerem que essa estratégia pode melhorar o controle da pressão arterial noturna e reduzir o risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pacientes com padrão 'non-dipper'.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo