HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
Assim, hipertensão arterial resistente não controlada (HAR-NC) é definida como uma PA que permanece acima do nível desejado (140/90 mmHg), sendo correto o item:
HAR-NC = PA > 140/90 mmHg apesar de 4+ anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo diurético e 4º fármaco (ex: espironolactona).
A hipertensão arterial resistente não controlada (HAR-NC) é definida pela persistência da pressão arterial acima das metas (geralmente 140/90 mmHg) apesar do uso concomitante de quatro ou mais agentes anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo um diurético e um quarto fármaco, que frequentemente é um antagonista do receptor mineralocorticoide (como a espironolactona) ou um bloqueador simpático central.
A hipertensão arterial resistente (HAR) é um desafio clínico significativo, definida pela incapacidade de atingir as metas de pressão arterial (PA) (<140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em pacientes de alto risco) apesar do uso concomitante de três ou mais agentes anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo um diurético, em doses ótimas. Quando a PA permanece elevada mesmo com quatro ou mais fármacos, é classificada como hipertensão arterial resistente não controlada (HAR-NC). A prevalência de HAR varia, mas pode atingir até 20% dos pacientes hipertensos, aumentando o risco de eventos cardiovasculares e renais. Antes de confirmar o diagnóstico de HAR, é crucial excluir a pseudo-resistência, que pode ser causada por má adesão ao tratamento, técnica inadequada de medida da PA, efeito do jaleco branco ou uso de substâncias que elevam a PA. Uma vez confirmada a HAR, a investigação de causas secundárias de hipertensão (como doença renal crônica, aldosteronismo primário, apneia do sono, estenose da artéria renal) é fundamental, pois o tratamento da causa subjacente pode normalizar a PA. O manejo da HAR-NC envolve a otimização da terapia medicamentosa. Além dos três fármacos de primeira linha (geralmente um inibidor da ECA/BRA, um bloqueador do canal de cálcio e um diurético tiazídico), a adição de um quarto fármaco é essencial. O antagonista do receptor mineralocorticoide (como a espironolactona) é a escolha preferencial, devido à sua eficácia comprovada na redução da PA em pacientes com HAR. Outras opções incluem bloqueadores simpáticos centrais (como clonidina) ou alfa-bloqueadores. Para residentes, o domínio da definição e do manejo da HAR é crucial para otimizar o tratamento e melhorar o prognóstico de pacientes complexos.
A hipertensão arterial resistente é definida como a pressão arterial que permanece acima da meta (geralmente > 140/90 mmHg) apesar do uso concomitante de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo um diurético, em doses otimizadas. Se a PA for controlada com quatro ou mais fármacos, é considerada hipertensão resistente controlada.
Antagonistas do receptor mineralocorticoide, como a espironolactona, são frequentemente o quarto fármaco de escolha na hipertensão resistente. Eles atuam bloqueando os efeitos da aldosterona, que pode contribuir para a resistência por meio da retenção de sódio e água, e fibrose vascular e miocárdica.
As causas mais comuns de pseudo-resistência incluem má adesão à medicação, medição incorreta da pressão arterial (ex: manguito inadequado), efeito do jaleco branco (hipertensão do consultório) e uso de substâncias que elevam a PA (ex: AINEs, descongestionantes, cocaína).
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