Investigação de Hipertensão Resistente e Causas Secundárias

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 60 anos com hipertensão arterial mal controlada, apesar de uso de três classes de anti-hipertensivos. Qual exame auxilia na investigação de causa secundária?

Alternativas

  1. A) Ecocardiograma.
  2. B) Dosagem de aldosterona e renina.
  3. C) Teste ergométrico.
  4. D) Urocultura.

Pérola Clínica

HAS resistente (3+ drogas) → Rastrear Hiperaldosteronismo Primário com Relação Aldosterona/Renina.

Resumo-Chave

A hipertensão resistente exige investigação de causas secundárias, sendo o hiperaldosteronismo primário uma das mais comuns, rastreado inicialmente pela relação entre aldosterona e renina.

Contexto Educacional

A abordagem da hipertensão arterial resistente requer primeiro a exclusão da 'pseudoresistência' (má adesão, técnica de medida incorreta ou efeito do avental branco). Uma vez confirmada a resistência real, a investigação de causas secundárias torna-se prioritária. O hiperaldosteronismo primário destaca-se não apenas pela prevalência, mas porque o tratamento específico (antagonistas de receptores mineralocorticoides ou cirurgia) melhora drasticamente o controle pressórico e reduz o risco cardiovascular. A interpretação da relação aldosterona/renina deve considerar o uso de medicamentos que interferem no sistema renina-angiotensina.

Perguntas Frequentes

O que define a Hipertensão Arterial Resistente?

A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é definida quando a pressão arterial permanece acima das metas recomendadas (geralmente >140/90 mmHg) apesar do uso de três ou mais classes de anti-hipertensivos em doses otimizadas, preferencialmente incluindo um diurético, um bloqueador dos canais de cálcio e um inibidor do sistema renina-angiotensina. Também são considerados resistentes os pacientes que atingem a meta, mas necessitam de quatro ou mais medicamentos.

Por que dosar aldosterona e renina na HAS resistente?

O hiperaldosteronismo primário é a causa secundária mais frequente de hipertensão, presente em até 20% dos casos de hipertensão resistente. A triagem é feita pela Relação Aldosterona/Renina (RAR). Um valor elevado de aldosterona com renina suprimida sugere a produção autônoma de aldosterona (por adenoma ou hiperplasia adrenal), orientando a necessidade de testes confirmatórios e exames de imagem subsequentes.

Quais outras causas secundárias devem ser consideradas?

Além do hiperaldosteronismo primário, o clínico deve considerar a Apneia Obstrutiva do Sono (muito comum), Doença Renal Parenquimatosa, Estenose de Artéria Renal (hipertensão renovascular), Feocromocitoma e Síndrome de Cushing. A escolha do exame depende da suspeita clínica, mas a triagem para hiperaldosteronismo é mandatória na hipertensão resistente devido à sua alta prevalência.

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