HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é definida quando a pressão arterial (PA) apresenta as seguintes características:
HAR = PA acima da meta com ≥ 3 anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses otimizadas.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é definida pela persistência da pressão arterial acima das metas recomendadas, mesmo com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, sendo um deles obrigatoriamente um diurético, e em doses otimizadas.
A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é um desafio clínico significativo, definida pela incapacidade de atingir a pressão arterial (PA) alvo (geralmente <140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em pacientes de alto risco) apesar do uso de três ou mais medicamentos anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses otimizadas, sendo um deles obrigatoriamente um diurético. A HAR afeta cerca de 10-20% dos pacientes hipertensos e está associada a um maior risco de eventos cardiovasculares. O diagnóstico de HAR requer a exclusão de pseudorresistência, que inclui a má adesão ao tratamento, a técnica inadequada de medida da PA (como a hipertensão do jaleco branco, que pode ser descartada com Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial - MAPA ou Medida Residencial da Pressão Arterial - MRPA), e o uso de doses subótimas dos medicamentos. Uma vez confirmada a HAR, a investigação de causas secundárias de hipertensão é fundamental, como doença renal parenquimatosa, aldosteronismo primário, apneia obstrutiva do sono, estenose da artéria renal e feocromocitoma. O tratamento da HAR envolve a otimização da terapia medicamentosa, frequentemente com a adição de um quarto agente (como espironolactona, um antagonista da aldosterona, que é particularmente eficaz), e o manejo das causas secundárias identificadas. Mudanças no estilo de vida, como dieta com baixo teor de sódio, exercícios e perda de peso, também são cruciais. O prognóstico da HAR é pior do que o da hipertensão controlada, ressaltando a importância de um manejo agressivo e individualizado.
A principal característica da HAR é a falha em atingir as metas de pressão arterial (geralmente <140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em pacientes de alto risco), mesmo com o uso concomitante de três ou mais medicamentos anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo um diurético, em doses máximas toleradas.
A pseudorresistência ocorre quando a PA elevada é erroneamente diagnosticada como resistente, devido a fatores como má adesão medicamentosa, técnica inadequada de medida da PA (hipertensão do jaleco branco) ou doses subótimas dos medicamentos. A HAR verdadeira é confirmada após exclusão dessas causas e uso de MAPA/MRPA.
As causas de HAR podem ser primárias (essencial) ou secundárias. As causas secundárias mais comuns incluem doença renal crônica, aldosteronismo primário, apneia obstrutiva do sono, estenose da artéria renal e uso de substâncias que elevam a PA (AINEs, contraceptivos orais, drogas ilícitas).
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