HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Homem, 57 anos de idade, comparece em consulta de retorno ambulatorial, apresenta hipertensão arterial sistémica e faz uso regular de enalapril, clortalidona e anlodipina, todos em doses otimizadas. Ele não tem queixas, está aderindo ao tratamento, dorme 7 horas por dia, não lem sonolência diurna. Exame fisico: PA: 152 × 94 mmHg, FC: 72 bpm, IMC: 27,8 kg/m², sem outras anormalidades. Um MAPA confirmou o achado de hipertensão. Dentre as abaixo, a melhor proposta terapêutica neste momento, é:
HAS resistente (≥3 drogas otimizadas) → Adicionar Espironolactona (ARM) como 4ª linha.
O paciente apresenta hipertensão resistente, definida como PA não controlada apesar do uso de três classes de anti-hipertensivos, incluindo um diurético. Nesses casos, a espironolactona, um antagonista do receptor mineralocorticoide, é a droga de escolha para adicionar à terapia.
A hipertensão arterial resistente representa um desafio clínico significativo, afetando uma parcela considerável dos pacientes hipertensos e estando associada a um maior risco cardiovascular. É crucial que o diagnóstico seja confirmado após a exclusão de pseudorresistência (má aderência, técnica de medida incorreta, efeito do jaleco branco) e hipertensão secundária. A otimização da terapia existente e a adesão do paciente são passos iniciais fundamentais. A fisiopatologia da hipertensão resistente é multifatorial, frequentemente envolvendo hiperatividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona, retenção de sódio e volume, e disfunção endotelial. O diagnóstico é clínico, baseado na persistência da pressão arterial elevada apesar da terapia tripla otimizada, e pode ser confirmado por Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA). O tratamento da hipertensão resistente, após otimização das três primeiras drogas (IECA/BRA, bloqueador de canal de cálcio e diurético tiazídico), geralmente envolve a adição de um quarto agente. A espironolactona é a droga de escolha devido à sua eficácia comprovada na redução da PA e por abordar a hiperatividade mineralocorticoide. Outras opções incluem outros diuréticos (como a clortalidona em vez de hidroclorotiazida, ou diuréticos de alça em caso de insuficiência renal), betabloqueadores, alfa-bloqueadores ou vasodilatadores diretos, dependendo das características individuais do paciente.
É definida pela pressão arterial que permanece acima da meta (geralmente >140/90 mmHg) apesar do uso de três classes diferentes de anti-hipertensivos em doses otimizadas, incluindo um diurético.
A espironolactona, um antagonista do receptor mineralocorticoide, é a primeira escolha para adicionar à terapia em pacientes com hipertensão resistente, desde que não haja contraindicações como hipercalemia ou insuficiência renal grave.
A espironolactona atua bloqueando os receptores de aldosterona, o que leva à natriurese, diurese e redução da fibrose miocárdica e vascular, contribuindo para a redução da pressão arterial, especialmente em casos onde há ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
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