UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 72 anos, afrodescendente, possui hipertensão arterial refratária. Faz uso regular de hidroclorotiazida 25 mg/dia, atenolol 50 mg 12/12 horas, losartan 50 mg 12/12 horas, anlodipino 10 mg/dia, mantendo níveis pressóricos fora da meta. Qual a conduta mais adequada?
Hipertensão refratária (≥3 drogas, incluindo diurético) → Adicionar espironolactona e investigar causas secundárias.
A hipertensão refratária é definida pela falha em atingir a meta pressórica com três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético. Nesses casos, a espironolactona é frequentemente a próxima droga a ser adicionada, e a investigação de causas secundárias é mandatória.
A hipertensão arterial refratária é um desafio clínico, definida pela incapacidade de atingir as metas pressóricas (<140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em alto risco) com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, em doses máximas toleradas, sendo um deles um diurético. Sua prevalência é significativa e está associada a maior risco cardiovascular. O manejo da hipertensão refratária exige uma abordagem sistemática. Primeiramente, deve-se confirmar a adesão do paciente ao tratamento e excluir a pseudo-hipertensão (ex: efeito do avental branco). Em seguida, a espironolactona, um antagonista da aldosterona, é frequentemente a próxima droga a ser adicionada, devido ao papel do hiperaldosteronismo na patogênese da hipertensão refratária. Paralelamente à otimização farmacológica, é crucial iniciar a investigação de causas secundárias de hipertensão, como doença renal parenquimatosa, estenose de artéria renal, hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing e apneia obstrutiva do sono. A identificação e tratamento da causa subjacente podem levar ao controle da pressão arterial.
A hipertensão refratária é definida pela falha em atingir a meta pressórica (<140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em alto risco) com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, em doses máximas toleradas, sendo um deles um diurético.
Após otimizar as doses dos medicamentos existentes e garantir a adesão, a espironolactona (um antagonista da aldosterona) é geralmente a primeira droga a ser adicionada no tratamento da hipertensão refratária, em doses de 12,5 a 50 mg/dia.
A investigação de causas secundárias de hipertensão é mandatória em casos de hipertensão refratária, hipertensão de início súbito ou em idade atípica, ou quando há sinais e sintomas sugestivos de uma causa específica (ex: hipocalemia, sopro abdominal).
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