HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
Idosa 64 anos, ex-tabagista (parou há 15 anos), hipertensa com controle irregular desde os 40 anos, refere a esforços moderados dor torácica precordial em aperto de média intensidade, sem irradiação, que desparece ao repouso. Seu controle pressórico é inadequado, com medidas nas ultimas semanas acima de 180/110 mmHg. Usa clortalidona 25mg, espironolactona 50 mg e losartana 100 mg associada a amlodipina 10 mg ao dia. Qual seria sua recomendação nesse caso?
Hipertensão refratária + Angina de esforço → Adicionar betabloqueador para controle pressórico e sintomático.
A paciente apresenta hipertensão arterial refratária e sintomas sugestivos de angina estável. Betabloqueadores são a primeira linha de tratamento para angina, pois reduzem a demanda miocárdica de oxigênio, e também são eficazes no controle da pressão arterial. Dada a falha de múltiplos agentes e a presença de isquemia, a adição de um betabloqueador é a conduta mais apropriada.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. O controle inadequado da HAS, especialmente a hipertensão refratária, aumenta significativamente o risco de eventos adversos. A presença de dor torácica precordial em aperto aos esforços que cede ao repouso é altamente sugestiva de angina estável, indicando doença arterial coronariana subjacente. O manejo da hipertensão refratária exige uma revisão cuidadosa do regime medicamentoso, aderência do paciente e investigação de causas secundárias. No caso da paciente, que já utiliza quatro classes de anti-hipertensivos e ainda apresenta pressão arterial muito elevada, a adição de um betabloqueador é uma escolha estratégica. Os betabloqueadores são eficazes na redução da pressão arterial e são considerados a primeira linha de tratamento para angina estável, pois diminuem a demanda miocárdica de oxigênio ao reduzir a frequência cardíaca e a contratilidade. Além do controle da pressão arterial e dos sintomas anginosos, a introdução de um betabloqueador em pacientes com doença arterial coronariana comprovada ou suspeita melhora o prognóstico. É crucial também otimizar o tratamento das comorbidades e reforçar as mudanças no estilo de vida. A avaliação de um cardiologista para estratificação de risco e possível investigação invasiva da doença coronariana também seria pertinente neste cenário.
Hipertensão arterial refratária é definida como pressão arterial que permanece acima da meta (geralmente > 140/90 mmHg) apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses otimizadas.
Betabloqueadores reduzem a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial, diminuindo assim o consumo de oxigênio pelo miocárdio e aliviando os sintomas de angina.
As principais classes incluem diuréticos tiazídicos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e betabloqueadores.
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