SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente 45 anos, encaminhada para ambulatório de Pneumologia por quadro de dispneia aos médios e grandes esforços. Ecocardiograma revelando insuficiência tricúspide, movimento paradoxal do septo interventricular e pressão sistólica da artéria pulmonar de 60mmHg. São alterações que podem ser detectadas durante o exame físico desse paciente, EXCETO?
Hipertensão Pulmonar → B2 hiperfonética + sinais de congestão sistêmica (edema, turgência jugular).
A hipertensão pulmonar (HP) leva à sobrecarga do ventrículo direito, resultando em sinais de insuficiência cardíaca direita e alterações acústicas no foco pulmonar.
A hipertensão pulmonar (HP) é definida hemodinamicamente por uma pressão arterial pulmonar média > 20 mmHg. Clinicamente, a HP manifesta-se inicialmente com dispneia aos esforços, progredindo para sinais de falência do ventrículo direito (cor pulmonale). O exame físico é rico em achados como a hiperfonese de B2, impulsão paraesternal esquerda (pelo crescimento do VD) e estigmas de congestão sistêmica. O ecocardiograma é a ferramenta de triagem principal, estimando a PSAP através do jato de regurgitação tricúspide. O manejo depende da classificação da HP (Grupos 1 a 5), sendo essencial distinguir entre causas pré-capilares e pós-capilares para o tratamento direcionado.
O achado clássico é a hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha (B2) no foco pulmonar. Além disso, pode-se observar um sopro sistólico de insuficiência tricúspide, que aumenta com a inspiração (sinal de Rivero-Carvallo), e ocasionalmente um sopro diastólico de insuficiência pulmonar (sopro de Graham-Steell).
O movimento paradoxal do septo interventricular é um sinal de sobrecarga de volume ou pressão do ventrículo direito (VD). Em condições de hipertensão pulmonar grave, a pressão no VD supera a do ventrículo esquerdo durante certas fases do ciclo cardíaco, empurrando o septo para a esquerda, o que prejudica o enchimento ventricular esquerdo.
A disfagia (especificamente a disfagia ortneriana) é raramente associada à compressão do esôfago por um átrio esquerdo muito dilatado ou por uma artéria pulmonar aneurismática. No entanto, na semiologia clássica da hipertensão pulmonar e cor pulmonale, os sinais de falência ventricular direita (edema, turgência jugular, hepatomegalia) são muito mais prevalentes e característicos do que a disfagia.
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