HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
A história familiar também deve ser obtida para corroborar o diagnóstico de Hipertensão Arterial (HA) primária. Sendo correto o que:
Anamnese HA primária → FR DCV/renal, comorbidades, aspectos biopsicossociais, culturais e socioeconômicos.
A anamnese completa na hipertensão arterial primária deve abranger não apenas fatores de risco cardiovasculares e renais e comorbidades, mas também aspectos biopsicossociais, culturais e socioeconômicos, pois todos influenciam o desenvolvimento, manejo e adesão ao tratamento da HA.
A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica multifatorial e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e renais. A HA primária, ou essencial, corresponde à maioria dos casos e é influenciada por uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais. Uma anamnese detalhada é a base para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado. A avaliação clínica inicial deve ir além da simples aferição da pressão arterial. É fundamental investigar a história familiar de HA e outras doenças cardiovasculares, identificar fatores de risco modificáveis (tabagismo, etilismo, sedentarismo, dieta) e não modificáveis, e rastrear comorbidades (diabetes, dislipidemia, doença renal crônica). Além dos aspectos biomédicos, é imperativo abordar os determinantes sociais da saúde. Aspectos biopsicossociais, culturais e socioeconômicos (como nível de escolaridade, renda, acesso a alimentos saudáveis e medicamentos, crenças sobre a doença) têm um impacto profundo na adesão ao tratamento e no controle da HA. Uma abordagem holística permite desenvolver estratégias de manejo mais eficazes e personalizadas para cada paciente.
A história familiar é crucial, pois a hipertensão arterial primária tem um forte componente genético. A presença de HA em parentes de primeiro grau aumenta significativamente o risco do paciente.
Devem ser investigados estresse, suporte social, hábitos de vida (dieta, atividade física, tabagismo, etilismo), crenças sobre saúde e doença, e barreiras culturais ou socioeconômicas ao tratamento.
Fatores socioeconômicos como acesso a alimentos saudáveis, medicamentos, serviços de saúde e condições de moradia influenciam diretamente a capacidade do paciente de aderir ao tratamento e controlar a pressão arterial.
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