SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
A definição da escolha da droga mais adequada a ser usada no tratamento inicial de hipertensão primária leve, em indivíduo de 60 anos sem outras comorbidades, deve priorizar a sua capacidade de
Tratamento HAS leve (60a, sem comorb): priorizar droga que atinja meta PA com menor risco.
No tratamento inicial da hipertensão primária leve, especialmente em idosos sem comorbidades, a principal prioridade na escolha do anti-hipertensivo é sua capacidade de atingir e manter a meta de pressão arterial preconizada pelas diretrizes, minimizando riscos e efeitos adversos.
O tratamento da hipertensão arterial primária, mesmo em sua forma leve, é fundamental para a prevenção de eventos cardiovasculares e renais. Em um indivíduo de 60 anos sem outras comorbidades, a escolha da droga anti-hipertensiva inicial deve ser guiada por princípios claros, visando a eficácia e a segurança. A principal prioridade na seleção do medicamento é sua capacidade de atingir e manter a meta de pressão arterial preconizada pelas diretrizes clínicas. Embora os mecanismos de ação (como diminuir o trabalho cardíaco ou aumentar a capacidade do leito vascular) sejam importantes para entender a farmacologia, o desfecho clínico mais relevante é o controle efetivo da pressão arterial para reduzir o risco cardiovascular global do paciente. As diretrizes atuais geralmente recomendam diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) ou inibidores do sistema renina-angiotensina (IECA/BRA) como opções de primeira linha. A escolha específica pode depender de fatores como tolerabilidade, custo, disponibilidade e experiência do médico, mas sempre com o objetivo final de normalizar a pressão arterial dentro das metas estabelecidas para a faixa etária e perfil do paciente.
As metas podem variar ligeiramente entre diretrizes, mas geralmente visam uma pressão arterial sistólica entre 120-130 mmHg e diastólica abaixo de 80 mmHg, com individualização baseada na fragilidade e comorbidades.
Diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são as classes de primeira linha, com preferência para diuréticos tiazídicos ou BCC em idosos.
Atingir e manter a meta de pressão arterial é crucial para reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores, como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.
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