PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Paciente de 10 anos, sexo feminino, vem para a 3a consulta por estar apresentando níveis de PA acima do percentil 95 para a sua idade e percentil da altura. Há 6 meses teve fratura no pé esquerdo e parou as aulas de balé. Teve aumento de peso e, pelo IMC, está classificada como sobrepeso. Trouxe exames de sangue e urina na 2a consulta sem alterações de função renal, discreto aumento de colesterol LDL e urina sem alterações. Hoje retorna com exames de imagem: USG de rins e vias urinárias e Doppler de Artérias renais normais, Ecocardiograma com hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo. As medidas de PA continuam acima dos valores de referência. Qual é a sua conduta? Referências: Secção Tratado de pediatria /organização Sociedade Brasileira de Pediatria. 6. ed. Barueri [SP]: Manole, 2024.
Hipertensão pediátrica persistente com lesão de órgão-alvo (HVE) → Iniciar mudança estilo de vida + anti-hipertensivo, mesmo com investigação secundária negativa.
Em crianças com hipertensão arterial persistente e evidência de lesão de órgão-alvo, como hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo (HVE) no ecocardiograma, a conduta inicial deve incluir a orientação para mudança de estilo de vida e o início imediato de terapia anti-hipertensiva, independentemente da investigação de causas secundárias. O sobrepeso é um fator de risco importante para hipertensão primária.
A hipertensão arterial em crianças e adolescentes é um problema de saúde crescente, muitas vezes associado ao aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade. O diagnóstico é estabelecido quando a pressão arterial (PA) é consistentemente igual ou superior ao percentil 95 para idade, sexo e altura. É crucial diferenciar a hipertensão primária (essencial), que é mais comum em adolescentes e associada a fatores de risco como obesidade e histórico familiar, da hipertensão secundária, que é mais prevalente em crianças menores e geralmente causada por doenças renais, cardiovasculares ou endócrinas. A investigação inicial deve incluir a exclusão de causas secundárias, com exames como função renal, eletrólitos, urinálise, ultrassonografia renal e, em alguns casos, Doppler de artérias renais. No entanto, a presença de lesão de órgão-alvo, como a hipertrofia ventricular esquerda (HVE) detectada no ecocardiograma, é um indicativo de que a hipertensão já está causando danos e exige uma abordagem terapêutica mais agressiva. A conduta terapêutica sempre inicia com a mudança de estilo de vida, que inclui dieta balanceada (como a DASH), aumento da atividade física e controle do peso. No entanto, em casos de hipertensão persistente, sintomática, ou com evidência de lesão de órgão-alvo (como a HVE), o tratamento farmacológico deve ser iniciado concomitantemente com as medidas não farmacológicas para reduzir o risco de complicações cardiovasculares a longo prazo.
A hipertensão em crianças é definida por níveis de pressão arterial sistólica ou diastólica iguais ou superiores ao percentil 95 para idade, sexo e altura, em três ocasiões distintas.
A hipertrofia ventricular esquerda (HVE) é um marcador de lesão de órgão-alvo e indica um risco cardiovascular aumentado, justificando o início precoce do tratamento anti-hipertensivo.
As primeiras medidas incluem sempre a mudança de estilo de vida, como dieta saudável, aumento da atividade física e controle do peso. O tratamento farmacológico é adicionado quando há hipertensão persistente, lesão de órgão-alvo ou comorbidades.
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