FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Criança de 4 anos de idade é referida ao ambulatório de cardiologia, foi encaminhada devido histórico de infecções urinárias de repetição associada a lesão renal crónica. Com objetivo de prevenção foi solicitado avaliação da pressão arterial (PA). Qual das alternativas abaixo está de acordo com a técnica correta de aferição de PA para esta criança?
PA oscilométrica > p90 em crianças → confirmar obrigatoriamente por método auscultatório.
O diagnóstico de hipertensão em pediatria exige a confirmação por ausculta caso a triagem oscilométrica esteja alterada, utilizando manguitos de tamanho adequado e tabelas de percentis.
A hipertensão arterial na infância é frequentemente secundária, especialmente em pacientes com histórico de infecções urinárias de repetição e lesão renal crônica (nefropatia de refluxo ou cicatrizes renais). A técnica de aferição é o pilar fundamental para evitar diagnósticos errôneos. Diferente dos adultos, os valores de referência são dinâmicos e dependem do crescimento da criança. As diretrizes atuais recomendam que a aferição comece aos 3 anos de idade em consultas de rotina, ou antes, se houver fatores de risco como prematuridade, cardiopatias ou doenças renais. O uso de tabelas de percentis que consideram o percentil de estatura é obrigatório para a classificação correta entre normal, pressão elevada, HAS estágio 1 e HAS estágio 2.
A suspeita ocorre quando os valores de pressão arterial (PA) estão acima do percentil 90 para idade, sexo e estatura. O diagnóstico definitivo de hipertensão requer medidas em três ocasiões diferentes acima do percentil 95. Em crianças com doenças crônicas, como a lesão renal crônica mencionada no caso, a monitorização deve ser rigorosa, pois a HAS é uma complicação frequente e fator de progressão da doença renal.
Embora os aparelhos oscilométricos sejam práticos para triagem, eles podem superestimar os valores de PA. A confirmação por ausculta (sons de Korotkoff) é necessária para validar qualquer medida acima do percentil 90. A técnica exige que o manguito cubra 40% da circunferência do braço e 80-100% do comprimento do úmero, garantindo que a pressão aplicada seja transmitida corretamente à artéria braquial.
A escolha do manguito é baseada na circunferência do braço do paciente. A largura da câmara de borracha deve corresponder a aproximadamente 40% da circunferência do braço (medida no ponto médio entre o acrômio e o olecrano) e o comprimento deve envolver 80% a 100% da circunferência. O uso de manguitos muito estreitos gera falsos valores elevados, enquanto manguitos muito largos podem subestimar a pressão arterial.
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