SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Com relação à Hipertensão Arterial em crianças, podemos afirmar que:
Hipertensão crônica em crianças → Investigar causas subjacentes, comorbidades e lesão de órgão-alvo é fundamental para o manejo.
A hipertensão arterial em crianças é predominantemente secundária, ou seja, possui uma causa subjacente identificável. Portanto, a avaliação de uma criança com hipertensão crônica deve ser abrangente, buscando ativamente a etiologia (renal, endócrina, vascular), comorbidades associadas (obesidade, dislipidemia) e sinais de lesão de órgão-alvo (hipertrofia ventricular esquerda, retinopatia, proteinúria). Essa abordagem direciona o tratamento e melhora o prognóstico a longo prazo.
A hipertensão arterial em crianças é definida por níveis de pressão arterial sistólica ou diastólica iguais ou superiores ao percentil 95 para idade, sexo e altura, em três ocasiões distintas. Diferentemente dos adultos, onde a hipertensão essencial é mais comum, na população pediátrica a hipertensão é predominantemente secundária, ou seja, causada por uma condição subjacente. A prevalência tem aumentado devido ao crescimento da obesidade infantil. A avaliação de uma criança com hipertensão crônica é multifacetada e crucial. Ela deve ser direcionada para identificar possíveis causas subjacentes da hipertensão (como doenças renais, coarctação da aorta, distúrbios endócrinos), investigar comorbidades associadas (como obesidade, dislipidemia, diabetes) e detectar evidências de lesão de órgão-alvo (como hipertrofia ventricular esquerda, retinopatia hipertensiva, proteinúria). Essa abordagem sistemática permite um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado. O manejo da hipertensão pediátrica envolve modificações no estilo de vida e, se necessário, terapia farmacológica. A escolha do medicamento depende da etiologia e da presença de lesão de órgão-alvo. É importante ressaltar que inibidores da ECA, como o enalapril, são contraindicados em casos de hipertensão renovascular bilateral ou em rim único, devido ao risco de insuficiência renal aguda. A aferição da pressão arterial de rotina deve ser realizada a partir dos 3 anos de idade, ou antes em grupos de risco. O tratamento precoce e adequado é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares a longo prazo.
As causas mais comuns incluem doenças renais (parenquimatosas ou renovasculares), coarctação da aorta, doenças endócrinas (tireoidianas, adrenais) e, mais raramente, tumores produtores de catecolaminas.
A aferição da pressão arterial de rotina deve ser iniciada a partir dos 3 anos de idade em todas as consultas de rotina. Em crianças com fatores de risco (prematuridade, cardiopatia congênita, doença renal), a aferição pode ser iniciada antes dos 3 anos.
A avaliação inclui exames laboratoriais (eletrólitos, função renal, urinálise), ecocardiograma (para hipertrofia ventricular esquerda), ultrassonografia renal com Doppler (para avaliar rins e artérias renais) e, dependendo da suspeita, exames hormonais ou angiografia.
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