HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Sobre a hipertensão arterial na infância é CORRETO afirmar que
Hipertensão arterial grave em crianças → alta probabilidade de causa secundária.
Em crianças, especialmente aquelas com hipertensão arterial mais grave ou de início precoce, a investigação de causas secundárias é fundamental. Diferente dos adultos, a hipertensão essencial é menos comum na infância, e condições como doenças renais ou endócrinas são mais prevalentes como etiologia.
A hipertensão arterial na infância é uma condição de crescente preocupação, com prevalência que tem aumentado devido, em parte, à epidemia de obesidade. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações cardiovasculares a longo prazo. A definição de hipertensão em crianças baseia-se em percentis de pressão arterial para idade, sexo e altura. Diferentemente dos adultos, onde a hipertensão essencial é a forma mais comum, em crianças, especialmente aquelas com níveis pressóricos mais elevados ou de início precoce, a hipertensão secundária é mais prevalente. Causas renais (doença do parênquima renal, estenose da artéria renal), cardiovasculares (coarctação da aorta) e endócrinas são as etiologias mais frequentes. A investigação etiológica é fundamental para direcionar o tratamento. O tratamento da hipertensão pediátrica inclui medidas não farmacológicas, como dieta saudável, restrição de sal, atividade física e controle do peso. A terapia farmacológica é iniciada quando as medidas não farmacológicas são insuficientes ou em casos de hipertensão grave, com medicamentos como inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina, bloqueadores dos canais de cálcio e diuréticos, escolhidos conforme a causa e comorbidades.
As principais causas incluem doenças renais (parenquimatosas ou renovasculares), coarctação da aorta, doenças endócrinas (tireoide, adrenal) e uso de medicamentos.
Deve-se suspeitar em casos de hipertensão grave, início precoce (<6 anos), ausência de histórico familiar de hipertensão essencial, ou presença de sinais e sintomas associados a doenças específicas.
O tratamento inicial envolve mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios). A terapia farmacológica é indicada para hipertensão persistente ou grave, com diuréticos tiazídicos, IECA, BRA ou bloqueadores de canal de cálcio.
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