UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
"O interesse no estudo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) nas crianças e adolescentes é antigo, porém, ainda hoje, o diagnóstico tem sido feito de forma tardia por causa da falta de inclusão da aferição de pressão arterial como rotina no exame físico da criança" (Departamento científico de Nefrologia da SBP, manual de orientação, 2019). Em relação à HAS na infância e adolescência, qual é a alternativa mais correta?
HAS em lactentes → causas secundárias (renal, vascular); USG renal essencial na investigação.
Em lactentes e crianças pequenas, a Hipertensão Arterial Sistêmica é predominantemente secundária, sendo as causas renais (doenças do parênquima e estenose de artéria renal) e cardiovasculares (coarctação da aorta) as mais frequentes. A ultrassonografia renal é um exame de triagem fundamental.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na infância e adolescência é um tema de crescente interesse, mas ainda subdiagnosticado devido à falta de aferição rotineira da pressão arterial em crianças. É crucial diferenciar a HAS primária (essencial), mais comum em adolescentes e associada a fatores de risco metabólicos, da HAS secundária, que predomina em lactentes e crianças pequenas e possui uma causa subjacente identificável. Em lactentes, a HAS é quase sempre secundária. As principais etiologias incluem doenças do parênquima renal (como glomerulonefrites, pielonefrites crônicas, displasia renal), anomalias vasculares renais (estenose de artéria renal) e doenças cardiovasculares congênitas (coarctação da aorta). A investigação diagnóstica deve ser abrangente e incluir exames como ultrassonografia renal com Doppler, ecocardiograma e exames laboratoriais para avaliar a função renal e o perfil metabólico. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da HAS na infância são fundamentais para prevenir danos a órgãos-alvo a longo prazo. A ultrassonografia renal é um exame de triagem de primeira linha para avaliar a anatomia renal e detectar possíveis causas renais. O manejo envolve o tratamento da causa subjacente, além de medidas não farmacológicas e, se necessário, terapia anti-hipertensiva.
Em lactentes, a Hipertensão Arterial é predominantemente secundária. As principais causas incluem doenças do parênquima renal, estenose da artéria renal e coarctação da aorta.
A ultrassonografia renal é um exame de triagem essencial na investigação de HAS em crianças, pois doenças renais parenquimatosas e estenose de artéria renal são causas frequentes de hipertensão secundária nessa faixa etária.
A HAS primária (essencial) é mais comum em adolescentes e geralmente associada a fatores de risco como obesidade. A HAS secundária é mais prevalente em crianças menores e lactentes, com uma causa identificável, como doenças renais ou cardiovasculares.
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