SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Nos últimos anos, está aumentando o número de casos de hipertensão arterial sistêmica na faixa etária pediátrica. Isso se deve ao aumento da prevalência de obesidade, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados. Com relação à hipertensão arterial na infância, assinale a alternativa correta.
Aferição anual da PA em crianças > 3 anos é crucial para rastreio de HAS pediátrica.
O rastreamento da hipertensão arterial em crianças deve ser iniciado a partir dos 3 anos de idade, com aferições anuais, especialmente devido ao aumento da prevalência de obesidade e sedentarismo que contribuem para a HAS primária nessa faixa etária.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) em crianças e adolescentes é uma condição cada vez mais prevalente, impulsionada principalmente pelo aumento das taxas de obesidade e sedentarismo. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares a longo prazo, sendo o rastreamento anual da pressão arterial recomendado a partir dos 3 anos de idade. A classificação da HAS em crianças difere da dos adultos, sendo definida por percentis específicos para idade, sexo e altura. A hipertensão primária (essencial) é mais comum em crianças maiores de 6 anos e adolescentes, frequentemente associada a fatores de risco como obesidade, histórico familiar e hábitos de vida inadequados. Já a hipertensão secundária é mais prevalente em crianças menores de 6 anos e geralmente está relacionada a doenças renais, cardiovasculares ou endócrinas. O tratamento da HAS pediátrica envolve inicialmente mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, atividade física e controle do peso. Se as medidas não farmacológicas forem insuficientes, a terapia medicamentosa pode ser iniciada, com inibidores da ECA, BRAs ou bloqueadores dos canais de cálcio sendo as classes de primeira linha, enquanto os betabloqueadores são geralmente reservados para indicações específicas.
A aferição da pressão arterial em crianças deve ser iniciada anualmente a partir dos 3 anos de idade, como parte da rotina de exames pediátricos.
A obesidade e o sedentarismo são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial primária em crianças e adolescentes, com sua prevalência crescente.
As drogas de primeira linha para hipertensão pediátrica geralmente incluem inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) ou bloqueadores dos canais de cálcio, e não betabloqueadores na maioria dos casos.
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