UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Uma criança de 9 anos foi atendida em consulta de rotina. Após três mensurações da pressão arterial e após consultar as tabelas referenciais para a pressão arterial em crianças e adolescentes, o pediatra informa que a criança está hipertensa. Sobre esta situação, qual afirmativa está CORRETA?
Hipertensão pediátrica: pode ser primária (adolescentes, obesidade) ou secundária (crianças < 6 anos, doença renal).
A hipertensão arterial em crianças e adolescentes é definida por percentis de pressão arterial para idade, sexo e altura. É fundamental diferenciar entre causas primárias (essenciais), mais comuns em adolescentes e associadas à obesidade, e secundárias, mais prevalentes em crianças menores e frequentemente ligadas a doenças renais ou endócrinas.
A hipertensão arterial em pediatria é uma condição séria que, se não diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a complicações cardiovasculares na vida adulta. Sua prevalência tem aumentado, principalmente devido à epidemia de obesidade infantil. O diagnóstico é complexo e difere do adulto, sendo baseado em tabelas de percentis de pressão arterial para idade, sexo e altura. A etiologia da hipertensão em crianças é dividida em primária (essencial) e secundária. A hipertensão primária é mais comum em adolescentes, especialmente aqueles com sobrepeso/obesidade e histórico familiar. Já a hipertensão secundária é mais prevalente em crianças menores de 6 anos e frequentemente associada a doenças renais (a causa mais comum), coarctação da aorta, doenças endócrinas ou uso de medicamentos. O manejo inicial da hipertensão pediátrica envolve modificações no estilo de vida, como dieta saudável, aumento da atividade física e controle do peso. A terapêutica farmacológica é reservada para casos mais graves, hipertensão secundária, lesão de órgão-alvo ou falha das medidas não farmacológicas. O objetivo é reduzir a pressão arterial para níveis seguros e prevenir danos a órgãos-alvo, exigindo acompanhamento multidisciplinar.
O diagnóstico de hipertensão em crianças é feito com base em três ou mais medidas de pressão arterial elevadas, em diferentes ocasiões, que excedam o percentil 95 para idade, sexo e altura, conforme tabelas de referência.
As principais causas incluem doenças renais (parenquimatosas ou vasculares), coarctação da aorta, doenças endócrinas (como feocromocitoma ou hiperaldosteronismo) e uso de certos medicamentos.
A terapêutica farmacológica é indicada para crianças com hipertensão sintomática, hipertensão secundária, lesão de órgão-alvo, diabetes ou hipertensão persistente após modificações no estilo de vida.
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