FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2019
Algumas situações entre os idosos merecem destaque especial e uma abordagem diferenciada. Idosos portadores de multimorbidades não CV, síndrome da fragilidade e/ou demência, possuem risco aumentado de dependência funcional e morte. Sendo INADEQUADO que:
Idosos frágeis/com multimorbidades: metas pressóricas individualizadas, evitar hipotensão.
As diretrizes atuais para o tratamento da hipertensão em idosos, especialmente aqueles com fragilidade, multimorbidades ou demência, enfatizam a individualização das metas pressóricas. Reduzir a PAS para < 140 mmHg em idosos com menos de 80 anos e boa condição clínica é geralmente aceitável, mas a alternativa C é inadequada porque as diretrizes mais recentes para idosos frágeis ou com multimorbidades tendem a ser mais flexíveis, priorizando a tolerância e evitando efeitos adversos. A meta de PAS < 150 mmHg para idosos ≥ 80 anos com PAS ≥ 160 mmHg é bem estabelecida.
O manejo da hipertensão arterial em idosos, especialmente aqueles com multimorbidades, síndrome da fragilidade ou demência, exige uma abordagem individualizada e cautelosa. Idosos frágeis apresentam maior risco de eventos adversos relacionados ao tratamento anti-hipertensivo, como hipotensão ortostática e quedas. As diretrizes atuais enfatizam a importância de equilibrar os benefícios da redução da pressão arterial com os riscos de efeitos colaterais e a preservação da qualidade de vida. Para idosos com 80 anos ou mais, evidências robustas sugerem benefício na redução da pressão arterial sistólica (PAS) para valores < 150 mmHg, desde que a PAS inicial seja ≥ 160 mmHg e o tratamento seja bem tolerado. Para idosos com menos de 80 anos e boa condição clínica, a meta de PAS < 140 mmHg pode ser considerada. No entanto, em pacientes frágeis, com multimorbidades ou demência, a meta deve ser mais flexível, priorizando a tolerância e evitando a hipotensão. A investigação de hipertensão secundária em idosos é importante, mas a abordagem terapêutica deve sempre considerar o perfil de risco-benefício individual. É crucial que residentes compreendam que a intensidade do tratamento anti-hipertensivo deve ser ajustada à condição clínica geral do idoso, e não apenas aos valores da pressão arterial, para evitar iatrogenias e otimizar os resultados funcionais e a qualidade de vida.
Para idosos com 80 anos ou mais e pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 160 mmHg, a meta é reduzir a PAS para valores < 150 mmHg, desde que o tratamento seja bem tolerado.
Em idosos frágeis, metas pressóricas muito baixas podem aumentar o risco de hipotensão ortostática, quedas, tonturas e efeitos adversos dos medicamentos, superando os potenciais benefícios cardiovasculares. A prioridade é a qualidade de vida e a segurança.
Os riscos incluem hipotensão ortostática, quedas, síncope, disfunção renal aguda, desequilíbrio eletrolítico e piora da função cognitiva, especialmente em idosos com síndrome da fragilidade ou demência.
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