UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 72 anos, hipertensa, PA 168x92, FC 88 bpm. Queixa-se de dispnéia aos grandes esforços. ECG com ritmo sinusal e alterações inespecíficas. Ecocardiograma com hipertrofia ventricular, FE 71%. A estratégia terapêutica anti hipertensiva preferencial para este caso deve ser:
Idoso com HAS e HVE → ARB + diurético tiazídico (Losartana + Clortalidona) é preferencial.
Em pacientes idosos com hipertensão arterial e hipertrofia ventricular esquerda (HVE), a combinação de um Bloqueador do Receptor de Angiotensina (BRA), como a losartana, com um diurético tiazídico, como a clortalidona, é uma estratégia terapêutica preferencial. Essa combinação não só controla a pressão arterial, mas também promove a regressão da HVE e oferece proteção cardiovascular.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição prevalente em idosos, frequentemente manifestando-se como hipertensão sistólica isolada. A presença de hipertrofia ventricular esquerda (HVE) no ecocardiograma é um achado comum e um importante preditor de morbimortalidade cardiovascular, exigindo uma abordagem terapêutica que não apenas controle a pressão arterial, mas também promova a regressão da HVE. As diretrizes atuais para o tratamento da HAS em idosos enfatizam a importância de atingir metas pressóricas adequadas, geralmente com o uso de terapia combinada. Classes de medicamentos como os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRAs) e os diuréticos tiazídicos são altamente recomendadas. Os BRAs, como a losartana, são eficazes na redução da pressão arterial e na regressão da HVE, além de terem um bom perfil de segurança. Os diuréticos tiazídicos, como a clortalidona, são particularmente eficazes em idosos, especialmente na hipertensão sistólica isolada, e potencializam o efeito dos BRAs. É crucial evitar medicamentos que possam ter efeitos adversos desproporcionais em idosos, como os betabloqueadores como primeira linha sem outras indicações específicas, devido ao risco de bradicardia, fadiga e menor eficácia na regressão da HVE em comparação com outras classes. A escolha da terapia deve ser individualizada, considerando comorbidades, tolerância e o perfil de risco cardiovascular do paciente para otimizar o controle da HAS e prevenir eventos futuros.
A HVE é um marcador de dano em órgão-alvo na hipertensão e está associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e AVC. A regressão da HVE é um objetivo importante do tratamento anti-hipertensivo.
Os BRAs (como losartana) são eficazes na redução da pressão arterial e na regressão da HVE, além de serem bem tolerados. Os diuréticos tiazídicos (como clortalidona) são potentes anti-hipertensivos, especialmente em idosos com hipertensão sistólica isolada, e potencializam o efeito dos BRAs, oferecendo proteção cardiovascular adicional.
As diretrizes recomendam diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio (BCC), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) como primeira linha. A escolha depende das comorbidades e tolerância do paciente, mas combinações são frequentemente necessárias.
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