PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Em relação à hipertensão arterial, qual é a alternativa CORRETA?
Hipertensão em idoso: diurético tiazídico é boa opção inicial, mesmo em frágeis.
O tratamento da hipertensão em idosos deve ser individualizado, mas diuréticos tiazídicos são frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia. Beta-bloqueadores são indicados em condições específicas como insuficiência cardíaca, não devendo ser evitados indiscriminadamente.
A hipertensão arterial é altamente prevalente na população idosa, sendo um fator de risco significativo para eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. Em idosos, a hipertensão sistólica isolada é mais comum devido à rigidez arterial. O tratamento visa reduzir a morbimortalidade, mas deve ser individualizado, considerando comorbidades, fragilidade e risco de efeitos adversos. As diretrizes atuais recomendam que o tratamento anti-hipertensivo em idosos seja iniciado com baixas doses e titulado lentamente. Diuréticos tiazídicos (ou similares, como a clortalidona) são frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia comprovada. Outras classes, como bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), também são opções válidas. Beta-bloqueadores, embora não sejam a primeira linha para hipertensão isolada em idosos, são essenciais em condições como insuficiência cardíaca e doença coronariana. É crucial monitorar a pressão arterial, os eletrólitos e a função renal, além de educar o paciente sobre a importância da adesão e dos efeitos adversos. A meta pressórica deve ser adaptada à condição clínica e funcional do idoso, priorizando a segurança e a qualidade de vida.
Diuréticos tiazídicos (ou similares) são frequentemente a primeira linha de tratamento para hipertensão arterial em pacientes idosos, devido à sua eficácia na redução de eventos cardiovasculares e bom perfil de segurança, especialmente para hipertensão sistólica isolada.
Beta-bloqueadores não são a primeira linha para hipertensão isolada em idosos, mas são indicados e benéficos em condições específicas como insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, doença coronariana, pós-infarto ou arritmias, onde seus efeitos são protetores.
As metas pressóricas para idosos frágeis devem ser individualizadas, geralmente menos rigorosas que para idosos robustos, visando evitar hipotensão e seus riscos (quedas, síncope), mas sem negligenciar o tratamento para prevenir danos a órgãos-alvo.
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