UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
É uma droga utilizada no tratamento de hipertensão arterial sistêmica que deve ser evitada em paciente com diagnóstico de gota:
Paciente hipertenso com gota → Evitar diuréticos tiazídicos (ex: hidroclorotiazida) devido a ↑ ácido úrico.
Diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, são conhecidos por causar hiperuricemia, o que pode precipitar ou agravar crises de gota. Em pacientes hipertensos com gota, é fundamental evitar essa classe de medicamentos e optar por outras opções anti-hipertensivas que não afetem o metabolismo do ácido úrico.
A hipertensão arterial sistêmica e a gota são condições crônicas comuns que frequentemente coexistem, especialmente em pacientes com síndrome metabólica. A escolha do tratamento anti-hipertensivo nesses pacientes requer atenção especial devido às interações medicamentosas e aos efeitos sobre o metabolismo do ácido úrico. A importância clínica reside em evitar a exacerbação da gota, uma condição dolorosa e debilitante. A fisiopatologia da gota envolve a deposição de cristais de monourato de sódio nas articulações e tecidos moles, resultante da hiperuricemia. Muitos medicamentos anti-hipertensivos podem influenciar os níveis de ácido úrico. Os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, são um exemplo clássico de fármacos que aumentam o ácido úrico sérico, competindo pela secreção tubular renal e reduzindo sua excreção, o que pode precipitar crises agudas de gota. No tratamento da hipertensão em pacientes com gota, é fundamental evitar diuréticos tiazídicos e de alça. As opções preferenciais incluem os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA), especialmente a losartana, que possui um efeito uricosúrico leve. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) também são escolhas seguras e eficazes, pois não interferem significativamente no metabolismo do ácido úrico. O prognóstico é melhor quando a hipertensão é controlada sem agravar a gota.
Os diuréticos tiazídicos competem com o ácido úrico pela secreção nos túbulos renais, reduzindo sua excreção e aumentando seus níveis séricos. Além disso, podem causar depleção de volume, o que também contribui para a hiperuricemia.
Bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA), como a losartana, são frequentemente preferidos, pois a losartana especificamente tem um efeito uricosúrico leve. Bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) também são boas opções, pois não afetam o metabolismo do ácido úrico.
Outros diuréticos, como a furosemida (diurético de alça), também podem causar hiperuricemia. Aspirina em baixas doses, ciclosporina e alguns medicamentos para tuberculose (pirazinamida, etambutol) são outros exemplos de fármacos que podem aumentar os níveis de ácido úrico.
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