Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021
Homem de 46 anos de idade está em acompanhamento no ambulatório por hipertensão arterial sistêmica. Não se identificaram fatores de risco cardiovascular à investigação. Orientada mudança de estilo de vida com baixa aderência, principalmente por conta de crises frequentes de artrite gotosa que têm impedido realização de atividade física regular. Utiliza colchicina nas crises. Ao exame clínico apresenta pressão arterial de 154x98mmHg, sem outras alterações. Qual é a medicação melhor indicada para controle pressórico?
Hipertenso com gota → Evitar diuréticos tiazídicos; IECA/BRA são preferíveis (ex: Enalapril).
Diuréticos tiazídicos podem aumentar os níveis de ácido úrico e exacerbar a gota. IECA (como Enalapril) e BRA são preferíveis para o controle da hipertensão em pacientes com gota, pois não interferem negativamente no metabolismo do ácido úrico e podem até ter um efeito uricosúrico leve.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) e a gota são condições frequentemente coexistentes, e o manejo da HAS em pacientes com gota exige atenção especial à escolha dos anti-hipertensivos. A prevalência de gota é maior em pacientes hipertensos, e alguns medicamentos para HAS podem influenciar os níveis séricos de ácido úrico, impactando a frequência das crises de artrite gotosa. Diuréticos tiazídicos, como a clortalidona, são conhecidos por induzir hiperuricemia e podem precipitar ou agravar crises de gota, sendo geralmente contraindicados ou usados com muita cautela nesses pacientes. Betabloqueadores também podem elevar discretamente o ácido úrico. Por outro lado, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o Enalapril, e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são consideradas opções seguras e eficazes, pois não elevam o ácido úrico e podem até ter um leve efeito uricosúrico. Outras opções incluem bloqueadores dos canais de cálcio e losartana (um BRA com efeito uricosúrico comprovado). O tratamento deve ser individualizado, considerando as comorbidades do paciente, a adesão ao tratamento e o perfil de efeitos adversos dos medicamentos. A educação do paciente sobre mudanças de estilo de vida e a importância da aderência são cruciais para o controle de ambas as condições.
Diuréticos tiazídicos (como clortalidona e hidroclorotiazida) e, em menor grau, betabloqueadores e aspirina em doses baixas, devem ser evitados ou usados com extrema cautela em pacientes com gota, pois podem elevar os níveis de ácido úrico e precipitar crises.
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o Enalapril, e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são as classes de medicamentos preferenciais para o controle da hipertensão em pacientes com gota, pois não interferem negativamente no metabolismo do ácido úrico.
A coexistência de gota exige uma seleção cuidadosa dos anti-hipertensivos para evitar a elevação do ácido úrico e a precipitação de crises. A escolha deve focar em medicamentos que sejam eficazes no controle pressórico e que não agravem a hiperuricemia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo