HAS e Gota: Como Escolher o Melhor Anti-hipertensivo

MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 54 anos, obeso (IMC 32 kg/m²), é diagnosticado com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) estágio 1 após monitorização residencial. O paciente possui histórico de três crises agudas de gota no último ano, com níveis séricos de ácido úrico persistentemente elevados (8,8 mg/dL). Além disso, relata uma reação anafilática prévia documentada após o uso de sulfametoxazol-trimetoprima na adolescência. Ao aplicar o 'Guia da Boa Prescrição' da OMS para iniciar o tratamento medicamentoso, o médico define o objetivo terapêutico e revisa seu medicamento pessoal (P-drug) habitual para HAS. Considerando o Passo 3 do Guia ('Verificar a adequabilidade do medicamento P para este paciente específico'), qual intervenção representa a aplicação correta dos critérios de segurança e conveniência farmacodinâmica para este cenário?

Alternativas

  1. A) Prescrever Clortalidona, devido à sua maior potência anti-hipertensiva e meia-vida longa em relação à Hidroclorotiazida.
  2. B) Selecionar o Losartana Potássica, visando aproveitar seu efeito pleiotrópico de inibição do transportador URAT1.
  3. C) Indicar o uso de Propranolol, priorizando o controle da ansiedade associada ao diagnóstico de doença crônica.
  4. D) Optar pelo Anlodipino, fundamentado na ausência de interação com o metabolismo das purinas e alta eficácia em obesos.

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