Hipertensão Gestacional: Diagnóstico e Diferenciação

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 18 anos, primigesta, apresentou níveis pressóricos de 150x90 mmHg na 32ª semana de gestação. Dentre os exames realizados, verificou-se ácido úrico 4,5 mg/dL, TGO 18 U/L, 280 mg de proteinúria em 24 h de urina coletada. Qual a principal hipótese diagnóstica para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Pré-eclâmpsia leve.
  2. B) Hipertensão arterial crônica.
  3. C) Pré-eclâmpsia sobreposta.
  4. D) Hipertensão arterial gestacional.
  5. E) Pré-eclâmpsia grave.

Pérola Clínica

Hipertensão gestacional = PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas SEM proteinúria ou disfunção orgânica.

Resumo-Chave

A paciente apresenta hipertensão (150x90 mmHg) após 20 semanas de gestação (32ª semana), mas não tem proteinúria significativa (280 mg/24h, limite 300 mg) nem outros sinais de disfunção orgânica. Isso se encaixa perfeitamente na definição de hipertensão arterial gestacional.

Contexto Educacional

Os distúrbios hipertensivos da gestação são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A hipertensão arterial gestacional é definida como o surgimento de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação em mulher previamente normotensa, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve disfunção endotelial e alterações na placentação. O diagnóstico diferencial com pré-eclâmpsia é crucial: a pré-eclâmpsia adiciona proteinúria significativa (≥ 300 mg/24h) ou sinais de disfunção de órgãos-alvo (renal, hepática, hematológica, neurológica). A hipertensão crônica é diagnosticada antes da 20ª semana ou se persiste por mais de 12 semanas pós-parto. O manejo da hipertensão gestacional inclui monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação da vitalidade fetal e exames laboratoriais periódicos para detectar o surgimento de proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia. O tratamento anti-hipertensivo pode ser indicado para pressões mais elevadas, e o parto é geralmente recomendado por volta de 37-39 semanas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar hipertensão arterial gestacional?

O diagnóstico de hipertensão arterial gestacional é feito quando a pressão arterial é ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após a 20ª semana de gestação, na ausência de proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

A principal diferença é a presença de proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou disfunção de órgãos-alvo (renal, hepática, hematológica, neurológica) na pré-eclâmpsia, que estão ausentes na hipertensão gestacional.

Quando a hipertensão gestacional pode evoluir para pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional pode evoluir para pré-eclâmpsia se houver o desenvolvimento posterior de proteinúria ou outros sinais de disfunção orgânica, o que exige monitoramento cuidadoso da gestante.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo