PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Sobre a hipertensão arterial na gestação, é CORRETO afirmar, de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2020 que
Nitroprussiato de sódio é opção para hipertensão grave refratária/edema agudo de pulmão na gestação, uso limitado a 4h.
O nitroprussiato de sódio é um potente vasodilatador, reservado para emergências hipertensivas graves na gestação, como edema agudo de pulmão ou hipertensão refratária, devido ao risco de toxicidade por cianeto fetal. Seu uso deve ser monitorado e limitado no tempo.
A hipertensão arterial na gestação é uma condição comum que pode levar a complicações graves para a mãe e o feto, como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. O manejo adequado é crucial para otimizar os desfechos. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020 fornecem orientações claras sobre o tratamento. As opções de primeira linha para o tratamento da hipertensão crônica na gestação incluem metildopa, labetalol e nifedipino. Diuréticos não são considerados primeira escolha e IECA/BRA são estritamente contraindicados devido aos riscos fetais. O atenolol e propranolol são beta-bloqueadores que devem ser usados com cautela, pois o atenolol está associado a restrição de crescimento fetal e o propranolol pode causar bradicardia e hipoglicemia neonatal. Em situações de emergência hipertensiva, como edema agudo de pulmão ou hipertensão grave refratária, o nitroprussiato de sódio pode ser uma opção, mas seu uso é limitado a no máximo 4 horas devido ao risco de toxicidade por cianeto fetal. No puerpério, a metildopa pode ser descontinuada e outros anti-hipertensivos mais eficazes, como IECA/BRA, podem ser considerados, dependendo da amamentação e da condição clínica da paciente.
Sinais de emergência hipertensiva incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, acompanhada de sintomas como cefaleia intensa, alterações visuais, dor epigástrica, edema agudo de pulmão ou sinais de disfunção orgânica.
A conduta inicial para hipertensão grave na gestação envolve a administração de anti-hipertensivos de ação rápida, como hidralazina intravenosa, labetalol intravenoso ou nifedipino oral, para reduzir a pressão arterial de forma controlada.
Inibidores da ECA e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) são contraindicados na gravidez devido ao risco de malformações congênitas (especialmente renais) e toxicidade fetal, como oligodrâmnio, hipotensão e insuficiência renal neonatal.
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